quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Luta contra o câncer inclui equipamentos nucleares e narcóticos



Aiea afirmou que tratamentos como radioterapia e radiologia são fundamentais para o diagnóstico precoce; disponibilidade e uso racional de narcóticos são importantes para aliviar dor e sofrimento dos pacientes.
A radioterapia é essencial para o diagnóstico precoce da doença. Foto: Aiea
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.   
O mundo marca esta terça-feira 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer. A doença mata 8,2 milhões de pessoas por ano e esse número pode chegar a 13 milhões em 2030.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, são registrados 14 milhões de novos casos de câncer todos os anos. Os especialistas acreditam que em aproximadamente duas décadas esse número aumente para 22 milhões.
Brasil
De São Paulo, o diretor do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes, o médico Fernando Maluf, falou à Rádio ONU como estão os trabalhos de combate à doença no Brasil.
"Nós temos campanhas preventivas para tentar orientar e inibir hábitos que levam ao câncer. O principal hábito que leva ao câncer é o tabagismo. O outro ponto importante no nosso meio é o combate à obesidade. Neste sentido, a minha impressão é que nós não temos campanhas que orientam a população de um jeito tão direto, tão aberto e tão claro como as campanhas contra o tabagismo."
Energia Nuclear
A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, disse que as técnicas nucleares, como radioterapia e radiologia, são fundamentais para o diagnóstico precoce da doença.
Há mais de 40 anos, a agência da ONU tem tido um papel chave na assistência aos pacientes de câncer nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 70% das mortes.
Narcóticos
O presidente do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, Raymond Yans reafirmou esta terça-feira, a importância das convenções internacionais sobre o controle de drogas.
Segundo ele, os encontros têm como meta garantir a disponibilidade e o uso racional dos narcóticos para aliviar a dor e o sofrimento dos pacientes. Yans citou o aumento global dos casos de câncer, particularmente nos países em desenvolvimento.
O médico Fernando Maluf, falou também sobre o uso da maconha para aliviar os efeitos dos tratamentos. 
"O narcótico, quando bem indicado no caso do controle à dor, ou mesmo medicações como a maconha, quando bem indicada no combate à náusea e vômitos e para o aumento do apetite, têm seu lugar claramente estabelecido no tratamento dos pacientes oncológicos."
Segundo a OMS, os casos mais comuns de câncer no mundo são: do pulmão, de mama e do intestino. Os que mais matam são, novamente, o do pulmão, seguido do fígado e do estômago.
Fonte: radioonu

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