sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ditador de Burkina Fasso renuncia após protestos; chefe militar assume

O ditador de Burkina Fasso, Blaise Compaoré, anunciou nesta sexta-feira (31) que deixará o poder no país, depois de dias de manifestações.

Em seu comunicado de renúncia, o líder pede por um período de 90 dias de transição antes das eleições.

Pouco antes, um oficial do Exército havia anunciado a uma multidão de manifestantes que Compaoré não estava mais no poder, provocando gritos de alegria no centro da capital Uagadugu.

Lucas Jackson - 26.set.2013/Reuters
Blaise Compaoré, ditador de Burkina Fasso, durante conferência em Nova York
Blaise Compaoré, ditador de Burkina Fasso, durante conferência em Nova York

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Honore Traore, anunciou em um comunicado que assumirá as "responsabilidades de chefe de Estado".

Na quinta-feira (30), os manifestantes invadiram o Parlamento para evitar a votação de uma emenda constitucional que permitiria que Compaoré se candidatasse para mais um mandato de cinco anos.

Editoria de arte/Folhapress
Em resposta ao caos, Compaoré decretou o estado de exceção, mas logo os militares anunciaram a dissolução do governo e prometeram a formação de um governo interino de transição até as eleições do próximo ano.
Porém, os burquinenses não se contentaram, já que Compaoré permaneceria no governo de transição, que duraria 12 meses, e voltaram às ruas de Uagadugu.
"A partir deste dia, Blaise Compaoré não está mais no poder", disse o coronel Boureima Farta.

DITADURA
Um dos países mais pobres e menos desenvolvidos da África, Burkina Fasso mantinha certa estabilidade nos últimos anos. O país também é conhecido por sediar o Festival Pan-Africano de Cinema, o principal do continente.

Governando o país desde 1987 após dar um golpe, Compaoré contava com o apoio da ex-metrópole França e dos EUA.

O país sedia uma das bases francesas usada no combate a radicais islâmicos no vizinho Mali.

IBGE: Analfabetismo entre negras é duas vezes maior que entre brancas

A taxa de analfabetismo caiu de forma mais acelerada entre as mulheres pretas e pardas entre 2000 e 2010, divulgou hoje (31) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar disso, o indicador para ambas ainda é mais do que duas vezes maior do que o entre as mulheres brancas, registra a pesquisa Estatísticas de Gênero, que utiliza dados do Censo.
No ano 2000, 12,9% das mulheres brasileiras com mais de 15 anos não sabiam ler nem escrever. O percentual caiu para 9,1% em 2010, aumentando a vantagem que já era observada em relação aos homens, que tiveram redução de 13% para 9,8%. Entre as mulheres brancas, a taxa diminuiu de 8,6% para 5,8%.
Quando analisadas as mulheres pretas, a queda se deu de forma mais intensa, de 22,2% para 14%, mas o patamar ainda permanece 8,2 pontos percentuais acima das brancas. As mulheres pardas também tiveram uma redução mais expressiva que as brancas, de 17,9% para 12,1%.
Com a queda, a taxa de analfabetismo entre as mulheres pretas passou a ser menor que a dos homens que se declararam da mesma cor (de 20,9% para 14,2%). O analfabetismo entre os homens pardos também foi menor em 2010, com redução de 18,5% para 13,2%.
O IBGE destaca que os avanços na alfabetização das mulheres inverteram uma desvantagem histórica, que ainda aparece na taxa de analfabetismo de pessoas com mais de 60 anos, em 24,9% entre os homens e 27,4% entre as mulheres. Para as mulheres pretas nessa faixa etária, o analfabetismo ainda chega a 42,2% da população, contra 39,2% dos homens.
Na população de 15 a 29 anos, as mulheres registram taxa quase duas vezes menor que a dos homens, com 1,9%, contra 3,6% deles. A vantagem feminina se mantêm na faixa etária de 30 a 59 anos, que incide sobre elas com 8,5% e sobre eles com 10,3%.
A região Nordeste, apesar da queda mais acentuada, ainda é a que mais sofre com o analfabetismo entre as mulheres, com taxa de 16,9%, seguida pela Norte, com 10,3%. Sul, Sudeste e Centro-Oeste registram valores bem inferiores, de 5,4%, 5,7% e 6,9%, respectivamente.
Vinícius Lisboa
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro
Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/10/31/ibge-analfabetismo-entre-negras-e-duas-vezes-maior-que-entre-brancas.htm

terça-feira, 28 de outubro de 2014

OLIVIER E ADRIANA ALVES FALAM SOBRE RELAÇÕES INTER-RACIAIS

Nesta matéria o casal formado pelo chef Olivier Anquier e a atriz Adriana Alves fala sobre as relações amorosas inter-raciais no Brasil. Confira


TEXTO: Ana Carolina Castro | FOTOS: Fabrízio Pepe | Adaptação web: David Pereira
Olivier e Adriana Alves | FOTO: Fabrízio Pepe
Olivier Anquier e Adriana Alves se conheceram durante um almoço no Dia da Consciência Negra em 2007. Desde então, os dois não se desgrudaram. Apesar de reconhecer que o Brasil é um país racista, a atriz garantiu que nunca sofreu nenhum tipo de ofensa direta. “Eu acredito que o preconceito existe em todos os lugares e em todas as classes. 

O que eu acho é que o brasileiro não está acostumado a ver casais inter-raciais, então dependendo do lugar em que a gente chega as pessoas olham de um jeito diferente. Mas nós somos sempre muito bem recebidos em todos os lugares e nunca aconteceu de alguém nos maltratar pelo fato de meu marido ser branco e eu ser negra”.

 O chef e apresentador, contudo, confessa que a pro fissão e condição financeira minimizam muitas situações provocadas pelo preconceito racial. “Quando se é uma pessoa não-famosa, você acaba sendo muito menos visível. Pessoas conhecidas pelo público acabam atraindo a curiosidade, e essa curiosidade pode, sim, levar a situações desagradáveis”.

Claro que ainda há muito a progredir, mas, para Olivier, o racismo no Brasil já tem diminuído de forma considerável nas últimas décadas. “As pessoas dizem erroneamente que a sociedade está mais racista hoje. A quantidade de relações inter-raciais está maior em relação aos anos anteriores e as demonstrações de animosidade estão bem menos concretas hoje do que eram antigamente. Aliás, in finitamente menos”, refletiu. “Casar não é uma moda. Você se casa com a mulher que você ama e você a escolhe pela pessoa que ela é, seja branca, negra ou japonesa. 

Essa estatística é bastante importante, não é pouco. Não é uma competição, não é assim que funciona. Individualmente não temos que ser guiados por uma moda - principalmente quando se trata da relação entre um homem e uma mulher”, disse o chef. 
"Casar não é uma moda. Você se casa com a mulher que você ama e você a escolhe pela pessoa que ela é, seja branca, negra ou japonesa" diz Olivier | FOTO: Fabrízio Pepe
A esposa do francês concorda e ressalta que, para ela, a estatística do IBGE é bastante signifi cativa. “O casamento não pode ser uma moda. Você não pode se casar com uma pessoa só porque ela tem olhos claros e cabelos lisos, pensando que você poderá ter filhos lindos. Você tem que acreditar naquela relação. Se vivemos em um país onde mais de 50% da população é negra e temos 30% dos casamentos como inter-raciais, é uma evolução muito grande. Eu acho que as coisas acontecem porque têm que acontecer. As pessoas se conhecem, se apaixonam e decidem apostar nessa instituição que é válida: o casamento”, a firmou Adriana.

Olivier foi casado por 15 anos com a atriz Débora Bloch. Da união, que terminou em 2006, nasceram Julia e Hugo. Ele e Adriana já pensam em ter um filho e comentaram as lições que darão ao futuro herdeiro sobre racismo. “Infeliz daquele que é preconceituoso porque tem que conviver com os negros da mesma maneira. Queremos muito ter filhos e vamos ter que viver nessa sociedade. Infelizmente o Brasil é um país racista, mas a educação que a gente vai passar para o nosso filho é de que estamos acima disso. É importante saber que o racismo está na cabeça das pessoas, mas não pode se instalar dentro de um negro. Esse pensamento vai se enraizando dentro de você e te impede de progredir”, disse Adriana. Olivier completou: “Não poderemos proteger nosso filho da sociedade, então só nos resta prepará-lo para ser uma pessoa de atitude, com orgulho, independente.

Fonte: raça brasil

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Noites de poesia” em homenagem a Eduardo White









O Instituto Cultural Moçambique- Alemanha (ICMA), que tem organizado o programa denomidado “noites de poesia”, reservou aquele espaço, última sexta-feira, para dedicar uma homenagem ao falecido escritor moçambicano Eduardo Costley White.
Abrilhantaram o evento nomes sonantes da literatura moçambicana como Pedro Chissano, da Associação dos Escritores de Moçambique, de que Eduardo White foi membro, Luis Cezerillo, Chude Mondlane e António Antarcos, este último que se encarregou de apimentar com músicas de fundo que iam animando as vozes poéticas.
Novos talentos no mundo da poesia como Sangare Okapi , Aurélio Furdela e Custódio Duma também animaram o evento, cujo objeto de fundo era “reviver Eduardo White”.
Também presentes no evento, Osvaldo Tembe e Domi Chirongo, jornalista e escritor, respectivamente, que foram amigos de Eduardo White, consideram a realização daquele tipo de iniciativa uma forma de eternização dos feitos de Eduardo White.“É importante este tipo de iniciativas. Ajudam a compreender o quanto valia o Eduardo White.
As pessoas, assim, reflectem se ele valia mais em vida ou enquanto morto”, precisou Osvaldo Tembe. Por seu turno, Domi Chirongo, escritor e um dos organizadores de eventos no ICMA, ressalvou a ideia de que “os amigos de White mostraram que o são para sempre.
Fonte: opais.sapo.mz

Após Nobel, Patrick Modiano terá seis livros publicados no Brasil em 5 meses

O livro infantil "Filomena Firmeza" (Cosac Naify), único título de Patrick Modiano disponível nas livrarias do Brasil quando o francês foi anunciado vencedor do Prêmio Nobel, no último dia 9, terá a companhia de outros seis títulos do autor nos próximos cinco meses.

Três deles —"Remissão da Pena", "Flores da Ruína" e "Primavera do Cão"— foram adquiridos só um dia depois do anúncio na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, pela Record, que os planeja para o início do ano que vem.

Os outros, que já tinham sido editados no Brasil nos anos 1980 e 1990, mas estavam fora de catálogo —"Uma Rua de Roma", "Ronda da Noite" e "Dora Bruder"—, foram renegociados dias atrás pela Rocco. Como a editora já tem as traduções, pretende recolocá-los nas livrarias até dezembro.

Nos últimos dez anos, quatro vencedores do Nobel de Literatura não tinham nenhum livro disponível no Brasil na ocasião do prêmio, e três tinham apenas um. Sete, incluindo Modiano, tiveram mais obras publicadas antes, mas que estavam indisponíveis no momento do prêmio.

Filomena Firmeza
Patrick Modiano
livro
Comprar
Quase todos passaram a ter obras editadas com mais frequência nos anos seguintes.
A urgência das editoras em contratar e editar as obras é sintomática de duas questões envolvendo edições de vencedores de prêmios Nobel de Literatura no país.

A primeira é que boa parte dos autores cuja obra se destaca o suficiente para merecer a mais importante honraria mundial de literatura costuma ganhar pouca atenção por aqui até ser premiada –e nesse ponto o nosso mercado não difere muito de outros, como o norte-americano.

Nos EUA, mercado avesso a traduções, é comum que até pessoas mais "lidas e cosmopolitas" desconheçam o vencedor quando ele não escreve em língua inglesa.

No Brasil, mercado mais aberto a obras estrangeiras, os entraves incluem o investimento em títulos de pouco retorno financeiro e a baixa disponibilidade de bons tradutores de idiomas mais difíceis.

Dois dos prêmios Nobel dos últimos dez anos continuam sem edições no Brasil graças a esses fatores. São eles: o britânico Harold Pinter (por escrever teatro, gênero pouco editado) e o sueco Tomas Tranströmer (por escrever poesia num idioma pouco traduzido aqui).

"Muitas vezes a língua é uma barreira, como aconteceu com o Mo Yan", explica Otavio Marques da Costa, publisher da Companhia das Letras, sobre o chinês agraciado com o Nobel de 2012.
De Mo Yan, a editora lançará os romances "Rãs" e "Sorgo Vermelho" na tradução de Amilton Reis, que em 2013 verteu outra obra do autor, "Mudança", para a Cosac Naify.

Charles Platiau/Reuters
O escritor francês Patrick Modiano concede entrevista após ser premiado neste ano
O escritor francês Patrick Modiano concede entrevista após ser premiado neste ano

IMPACTO IMEDIATO
A segunda questão envolvendo a urgência das editoras em publicar livros dos premiados é que, em termos estritamente comerciais, o fato de um autor se tornar um Nobel só tem impacto se os livros estiverem disponíveis no momento ou logo após o anúncio do prêmio.

Um exemplo desse impacto imediato pôde ser verificado no final de 2013, quando a edição de "Vida Querida", de Alice Munro, que estava quase pronta no momento em que a canadense venceu o Nobel, chegou às livrarias apenas três semanas depois pela Companhia das Letras.

Enquanto o livro anterior "Felicidade Demais" (2010) tinha vendido menos de mil exemplares, "Vida Querida" conseguiu atingir 7.000 cópias vendidas em um ano.

"O Nobel tem relevância expressiva na venda quando a obra está publicada. Não fez diferença quando publicamos 'Pawana' [de Le Clézio, que saiu no ano seguinte à premiação do francês, em 2008], mas agora, com o Modiano, fez. As livrarias procuram o livro intensamente", diz Isabel Lopes Coelho, diretora do núcleo infanto-juvenil da Cosac Naify.
Fonte: Folhauol

Lançamento - Cabo Verde: convite

sábado, 25 de outubro de 2014

Temos que nos guiar pela ciência, não pelo medo, diz Obama sobre ebola


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado (25) que os americanos se guiem pela ciência e não pelo medo para responder aos casos de ebola detectados no país, principalmente após o alerta gerado pela notícia do primeiro paciente infectado em Nova York.

"Temos que nos guiar pela ciência, pelos fatos, não pelo medo. Ontem, os nova-iorquinos nos mostram como se faz. Fizeram o que fazem todos os dias. Subiram em seus ônibus, no metrô, nos elevadores, foram trabalhar e se reuniram nos parques", disse o presidente em seu discurso dos sábados, depois de uma semana dedicada ao combate à doença.

Larry Downing /Reuters
Presidente Barack Obama se encontra com a enfermeira Nina Pham, curada do ebola
Presidente Barack Obama se encontra com a enfermeira Nina Pham, curada do ebola
"Esse espírito, essa determinação de seguir adiante, é algo que faz com que Nova York seja uma das grandes cidades do mundo. E esse é o espírito que todos podemos aprender à medida que enfrentamos esse desafio", acrescentou.

Com a mensagem, Obama quis tranquilizar o país em uma semana na qual os americanos conviveram com boa notícia de que três dos contagiados superaram a doença, mas também souberam do médico infectado que chegou a Nova York.

Craig Spencer, de 33 anos, cuidou de vários doentes de ebola na Guiné e, após voltar aos EUA, apresentou os sintomas da doença, sendo internado na quinta-feira no Hospital Bellevue de Nova York, onde recebe tratamento.

Esse é o quarto registro da doença confirmado no país. Os outros três ocorreram em Dallas (Texas), todos ligados a um único paciente.

O primeiro caso do vírus nos Estados Unidos foi o do liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu em 8 de outubro, dias depois de chegar à cidade para uma visita a parentes.

Duas enfermeiras que trataram Duncan e acabaram pegando o vírus foram curadas da doença nesta semana. Um cinegrafista, que havia contraído o vírus na Líbia, também recebeu alta após ser tratado em um hospital de Nebraska.

"É importante lembrar que das sete pessoas que vivem nos Estados Unidos tratadas até agora pelo ebola (as cinco que contraíram a doença no leste da África, mais as duas enfermeiras de Dallas), as sete sobreviveram. Agora estamos concentrados em assegurar que o paciente de Nova York está recebendo o melhor atendimento", concluiu Obama.

Fonte: http://tools.folha.com.br/print?site=emcimadahora&url=http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/10/1538221-temos-que-nos-guiar-pela-ciencia-nao-pelo-medo-diz-obama-sobre-ebola.shtml

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

GDF cede área para 'Museu da Memória Afro' às margens do Paranoá

Terreno no Lago Sul foi cedido pelo GDF à União nesta quarta.
Concurso internacional definirá projeto; gestão será da Fundação Palmares.

Do G1 DF
Ministra da Cultura, Marta Suplicy, assina cessão de terreno do DF para o Museu Nacional da Memória Afrodescendente, no Lago Sul (Foto: Glaucya Braga/GDF/Divulgação)Ministra da Cultura, Marta Suplicy, assina cessão de terreno do DF para o Museu Nacional da Memória Afrodescendente, no Lago Sul (Foto: Glaucya Braga/GDF/Divulgação)
Representantes dos governos federal e do Distrito Federal assinaram nesta quarta-feira (22) decreto que estabelece a transferência de uma área no Lago Sul, para a construção do Museu Nacional da Memória Afrodescendente. O terreno localizado na quadra QL 24 foi cedido à União, que será responsável pela construção do espaço.
O decreto foi assinado pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, pelo governador do DF, Agnelo Queiroz, e pela presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Maruska Lima Holanda. Segundo a ministra, o espaço terá um papel importante no resgate da memória negra do país.

"Todos nós, brasileiros, temos uma identidade negra, seja pela música, dança ou pela comida tipicamente afrodescendente. Isso não é suficientemente exposto para todos e com o museu vamos resgatar essa história, mostrando que nosso país tem muito da mão negra", disse Marta.
Segundo Agnelo, o museu será um espaço moderno e um centro de referência da cultura negra, inspirado em outros espaços de exibição da cultura africana ao redor do mundo. "Esse museu tem tudo a ver com a nossa cidade, que carrega em seu DNA essa miscigenação dos povos e de culturas", afirmou.
A competição será anunciada oficialmente quando todos os papéis de cessão do espaço forem homologados. O governo não informou a previsão de investimento para a obra. Quando estiver pronto, o Museu Nacional da Memória Afrodescendente será administrado pela Fundação Cultural Palmares, entidade pública e vinculada ao Ministério da Cultura.
Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/10/gdf-cede-area-para-museu-da-memoria-afro-margens-do-paranoa.html

Evaldo Cabral de Mello deve ser eleito imortal da Academia hoje

Os acadêmicos da ABL (Academia Brasileira de Letras) escolhem nesta quinta-feira (23) o sucessor do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro —morto em julho—, para a cadeira número 34.

A eleição está mais para plebiscito, pois há apenas um candidato: o historiador e diplomata pernambucano Evaldo Cabral de Mello, 78.
Desde 2003, na eleição de Cícero Sandroni, não há uma candidatura sem oponentes.

Tomás Rangel/Folhapress
O escritor Evaldo Cabral de Mello
O escritor Evaldo Cabral de Mello
A falta de oposição, porém, não deixa de confirmar o peso do candidato na historiografia brasileira. Cabral de Mello é um dos maiores historiadores do país. É também irmão de um ex-acadêmico ilustre, o escritor João Cabral de Melo Neto (1920-1999).

"Todos articularam a candidatura. Esperávamos por ele havia muitos anos", diz o historiador Alberto Costa e Silva, membro da ABL.

Especialista em história regional, Cabral de Mello se notabilizou por estudos do período de domínio holandês em Pernambuco no século 17 como "Olinda Restaurada" (Editora 34), de 1975.

Ainda assim, acadêmicos evitam falar em vitória unânime. O historiador é uma figura retraída e inicialmente resistiu à indicação.

A candidatura viveu um momento incerto quando o jornalista Zuenir Ventura decidiu concorrer à vaga de Ubaldo Ribeiro.

Mas, com a morte de Ariano Suassuna uma semana depois, os defensores das duas candidaturas costuraram um acordo no qual Ventura se candidatou à vaga do escritor pernambucano. A eleição ocorre na próxima quinta (30).

Fonte: http://tools.folha.com.br/print?site=emcimadahora&url=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/10/1536391-evaldo-cabral-de-mello-deve-ser-eleito-imortal-da-academia-hoje.shtml

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Roteirista Paulo Lins participa de bate-papo no Sesc Consolação

Autor de filmes como "Cidade de Deus” e "Quase dois Irmãos" faz um panorama sobre a arte do roteiro; evento foi adiado para o dia 29/10

Paulo Lins - divulgação - Facebook Oficial
Paulo Lins - divulgação - Facebook Oficial
Paulo Lins participa do projeto "Tertúlias: Roteiristas", em um bate-papo informal no Sesc Consolação
Com o objetivo de discutir o papel do roteiro cinematográfico, o projeto"Tertúlias: Roteiristas", que promove debates com grandes nomes do cinema sul-americano, recebe o escritor e roteirista brasileiro Paulo Lins, no Sesc Consolação. O encontro acontece na quarta,  29, às 20h, com entrada Catraca Livre.

Em um bate-papo informal, Paulo Lins, escritor do premiado longa "Cidade de Deus”, adaptado para o cinema pelo diretor Fernando Meirelles, fala sobre a arte do roteiro. Ele publicou recentemente o livro "Desde que o Samba é Samba" e assinou os roteiros de alguns episódios dos filmes "Cidade dos Homens", "Quase dois Irmãos" e "Faroeste Caboclo".
Fonte: https://catracalivre.com.br/sp/educacao-3/gratis/roteirista-paulo-lins-participa-de-bate-papo-no-sesc-consolacao/

NY Times: a impressionante atuação de Cuba contra o ebola

Profissionais médicos de Cuba são exaltados por jornal norte-americano por se colocarem na linha de frente do combate ao vírus


NY Times: a impressionante atuação de Cuba contra o ebola
Por Vinicius Gomes
Editorial do New York Times desse domingo (19) destaca que o envio de profissionais médicos faz com que Cuba “tenha o papel mais robusto entre os países procurando conter o vírus ebola”. Segundo o jornal, Cuba possui “uma longa tradição” de enviar médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras para áreas de desastre em diversos lugares do mundo, como nos terremotos do Paquistão e do Haiti.  Ao citar esse outro país caribenho, o New York Times reconhece a coragem dos cubanos, relembrando que o estafe médico da ilha foi quem tomou a dianteira no tratamento de pacientes haitianos com cólera, com alguns deles retornando doentes ao país – no que resultou no primeiro surto de cólera em Cuba em mais de 100 anos.
Enquanto os EUA e outros países ricos se contentam em enviar fundos – com esse primeiro preferindo inclusive enviar militares , “apenas Cuba e algumas organizações não governamentais estão oferecendo aquilo que de fato é mais necessário: profissionais médicos no campo”.
Quando duas enfermeiras norte-americanas foram contaminadas com o vírus ebola em um hospital de Dallas, no Texas, ao tratarem de um paciente que contraiu a doença na Libéria – sendo esses os dois primeiros casos de ebola em solo estadunidense –, Fidel Castro ofereceu ajuda ao país vizinho que há 50 anos impõe um bloqueio comercial à pequena ilha ao sul da Flórida.
Tal situação já havia acontecido nove anos atrás, após o furacão Katrina ter destruído a cidade de New Orleans: o governo cubano criou uma unidade médica de resposta rápida à crise e se ofereceu para enviar seus profissionais à cidade. “Os EUA, sem surpresa, não aceitaram a oferta de Havana”, lembrou o periódico.
O editorial afirma ainda que tal situação deveria servir com um “lembrete urgente” à administração Obama que os “benefícios de restaurar as relações diplomáticas com Cuba são de longe muito maiores que seus revezes”. Em artigo publicado no jornal estatal cubano, o Granma, intitulado “ A hora do dever”, Fidel Castro escreveu que ambos os países deveriam colocar de lado suas diferenças, “ainda que apenas temporariamente, para combater um flagelo mortal” como o ebola.
Foto: Pragmatismo Político
Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/ny-times-impressionante-atuacao-de-cuba-contra-o-ebola/

Terras sem lei - À espera de regularização fundiária, mais de 2 mil grupos quilombolas ficam excluídos das políticas públicas

O Sistema de Monitoramento de Territórios Quilombolas mostra a demarcação de terras certificadas pela Fundação Palmares. (Imagem: Reprodução)
O Sistema de Monitoramento de Territórios Quilombolas mostra a demarcação de terras
 certificadas pela Fundação Palmares. (Imagem: Reprodução)
A união faz a força. Por mais clichê que seja esta frase, ela faz muito sentido para a Comissão Estadual de Quilombolas do Estado do Ceará (Cequirce). Criada em 2005, a organização promove encontros estaduais e outros eventos para demandar inclusão social e atendimento de políticas públicas para os 70 grupos remanescentes de quilombos que a compõem atualmente. No entanto, a regularização fundiária é um obstáculo que impede que grande parte dessas comunidades tenha acesso aos seus direitos como cidadãos.
A falta do título de posse da terra onde vivem impede que muitas comunidades quilombolas demandem “melhores estradas, escolas locais, atendimento médico, além de formas de aproveitamento econômico e patrimonial do local, como produção agrária, turismo e construção de centros históricos e culturais da comunidade”, explica Martha Abreu, professora de história do Brasil na Universidade Federal Fluminense (UFF).
É o caso da comunidade de Nazaré, da qual faz parte Aurila Maria de Souza Sales, membro da diretoria da Cequirce e professora de história e português na rede municipal de Itapipoca, Ceará. “As terras onde nós moramos não são nossas. Nós não temos como produzir plantação, a não ser que paguemos metade para os fazendeiros ou recebamos um salário que não é suficiente para nos manter”, atesta a educadora. Segundo ela, dos 70 grupos que fazem parte da Comissão Estadual, 42 são certificados pela Fundação Cultural Palmares, o que é uma exigência para a regularização fundiária. Mas nenhum conseguiu a titulação de terra “Nós ainda não pedimos a regularização da comunidade de Nazaré porque já tem muitos processos enterrados no estado”, diz Aurila.
Mais de 2.300 grupos quilombolas já foram certificados pela Fundação Palmares em seus 26 anos de existência. Apenas 217 dessas comunidades têm suas terras regularizadas, processo que fica a cargo do Instituto Nacional de Reforma e Colonização Agrária (Incra) e órgãos estaduais. “A maior crítica hoje é a falta de agilidade nos processos de reconhecimento e regularização dos territórios de comunidades quilombolas”, confirma a pesquisadora Martha Abreu. Atualmente, o Incra tem 1.290 processos abertos para a regularizar terras quilombolas.
E a falta de titularização causa outros prejuízos: a maioria das comunidades fica excluída de programas sociais voltados aos quilombolas. Há boas iniciativas recentes, como o Quilombos Sustentáveis, projeto que pretende auxiliar na gestão ambiental e territorial em áreas quilombolas. A ação foi anunciada em agosto passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação Ford e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade (Seppir). Mas sem regularização fundiária, não há como um grupo ser contemplado.
Luana Lozzeri Arantes, diretora de programas da Seppir, lembra que isso não é favor, mas dever do Estado: “Trata-se do reconhecimento de que eles têm o direito tradicional àquela terra e de que a terra é coletiva”. 



Terras em que se localiza a comunidade de Nazaré, em Itapipoca, no Ceará. A região é habitada por 43 famílias. (Imagem: Aurila Maria de Souza Sales)
Terras em que se localiza a comunidade de Nazaré, em Itapipoca, no Ceará. A região é habitada por 43 famílias.
 (Imagem: Aurila Maria de Souza Sales)
Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/terras-sem-lei

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Golpe na batalha contra a mutilação genital feminina

POR LEANDRO COLON

A batalha contra a mutilação genital feminina sofreu dois duros golpes em cinco dias no Reino Unido. Primeiro, foi a revelação, na quinta-feira (16), de que 467 novos casos de garotas mutiladas foram diagnosticados nos hospitais locais somente no mês de setembro.

Somando-se a outros 1.200 detectados recentemente, pelo menos cerca de 1.700 mulheres estão sendo tratadas pelo serviço médico britânico hoje em dia.

A outra notícia negativa, esta divulgada nesta segunda (20), é a morte da ativista Efua Dorkenoo, que atuava há mais de 30 anos como uma das maiores lideranças em território britânico na campanha contra essa prática, proibida por lei no Reino Unido desde 1985.

Ela integrava a ONG Equality Now e morreu em decorrência de câncer aos 65 anos. Nasceu em Gana e mudou-se com 19 anos para Londres, onde começou a trabalhar como enfermeira a partir de 1977.

Era respeitada por ter colocado o tema na agenda das autoridades nas últimas décadas (o governo, por exemplo, anunciou nesta segunda (20) medidas para controlar as viagens de meninas que são levadas do território britânico pelas famílias para sofrerem a mutilação em lugares onde essa prática brutal é legalizada).

Entrevistei Efua em novembro do ano passado para uma reportagem publicada na Folha sobre o tema. Na época, conversei com ela e com outra ativista, Nimco Ali, hoje com 30 anos, que contou ao jornal como sofreu a mutilação na adolescência.
Efua Dorkenoo (esq) e Nimco Ali (dir), ativistas contra a mutilação feminina
Efua Dorkenoo (esq) e Nimco Ali (dir), ativistas contra a mutilação feminina
Ao lado, uma foto das duas em frente ao Parlamento britânico em Londres. Na conversa, Efua Dorkenoo criticou a legislação britânica, que não serviu para condenar ninguém até hoje:  “A lei falha, até porque é muito difícil ter evidências. As meninas não querem contar, e os médicos vindos desses países (com tradição da mutilação) fazem isso de forma clandestina”.

A prática brutal, predominante em países africanos, prevê, por meio de métodos rústicos e sem anestesia, a retirada parcial ou total da genitália. A mutilação, na crença dessas populações, é uma espécie de controle social das mulheres, para preservar sua castidade, conseguir um bom casamento –a jovem que não sofreu a cirurgia pode ser condenada socialmente.

Em julho, a ONG em que Efua atuava divulgou relatório estimando que pelo menos 137 mil mulheres que vivem na Inglaterra e no País de Gales foram mutiladas – não se sabe se clandestinamente em território britânico ou nos países onde nasceram e que não punem a prática. Como isso ocorre, na maioria dos casos, na infância, as meninas não têm escolha.

Segundo o estudo, dessas 137 mil mulheres, 103 mil têm entre 15 e 49 anos e nasceram em países em que a mutilação (FGM, a sigla em inglês) é legal. A OMS (Organização Mundial de Saúde) acredita que as vítimas no mundo todo cheguem a 140 milhões.
Fonte: Folhauol

Prêmio Jabuti refaz apuração em cinco categorias após anunciar vencedore

O conselho curador do Prêmio Jabuti resolveu, nesta segunda (20), que será refeita a votação para definir os vencedores em cinco de suas categorias: capa; artes e fotografia; economia, administração e negócios; teoria e crítica literária; e literatura infantil.
A decisão, tomada quatro dias depois de a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciar os vencedores, decorre do fato de que alguns jurados haviam deixado de dar notas a alguns dos finalistas, contrariando o regulamento.

Em nota enviada à imprensa, a CBL informou que a decisão foi tomada "para garantir absoluta igualdade de critérios a todos os concorrentes do Jabuti" e "reparar de modo pleno a não atribuição de notas a alguns quesitos e obras finalistas, percebida na cerimônia de apuração".

Pelo regulamento do prêmio, os jurados têm a obrigação de, na segunda fase da premiação —cujas notas foram apuradas na última quinta-feira (16)—, atribuir notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As regras informam que é "vedado abster-se de pontuar" qualquer um dos finalistas.

No entanto, ao realizar a contagem dos votos, na quinta, o conselho curador constatou que houve casos em que jurados —são três por categoria— deixaram de votar em alguns dos finalistas. Quando isso ocorreu, os finalistas sem uma das notas receberam, no lugar, a nota mínima (8).

Como informou a Folha na ocasião, isso prejudicou alguns finalistas. Na categoria capa, por exemplo, a decisão jogou para baixo os livros "Maquiagem" (Luste), com arte dos capistas Marcos Costa, Luciana Molisani e Paschoal Rodriquez, e "Luz Antiga" (Globo), de John Banville, com arte de Luciana Facchini. Na média final, "Maquiagem" ficou em quarto lugar, apenas 0,16 pontos atrás do terceiro.

Se fossem consideradas apenas notas dos dois jurados que votaram em todos os livros, o livro ficaria em segundo lugar. "Luz Antiga" ficou em 11º.

Já na categoria artes e fotografia, um dos jurados votou em apenas dez dos 20 finalistas. O júri considerou que isso significava que ele daria nota mínima aos que não foram votados, e estipulou nota 8 para eles.

A nova apuração, também aberta ao público, será realizada nesta quinta (23), na sede da CBL, a partir das 13h. Os resultados definitivos, com eventuais alterações, serão proclamados.

Na nota, a CBL pediu desculpa pelos "contratempos e desconfortos" causados aos concorrentes.
Fonte: Folhauol

domingo, 19 de outubro de 2014

Reguard

Exposição Reguard, de Thais Lino, apresenta 10 obras que retratam a África sob o olhar da artista. Ela receberá convidados e imprensa no dia 04/11, às 18h30, na Galeria de Arte do Salão Nobre da Câmara. A entrada é franca.
Reguard
Nascida em São Paulo, a pesquisadora de arte Thais Lino expõe obras trabalhadas em nanquim com colagens e cores vibrantes que fazem referência à África, de acordo com sua ótica. O título da exposição, Reguard, vem do francês e significa a ação de olhar, movimento dos olhos que se direcionam a um objeto ou pessoa, com o objetivo de conhecer, descobrir. Designer de interiores de formação e artista por vocação, Thais começou a pintar ainda criança e participou de ateliês livres na adolescência. Sua inspiração vem do tempo em que morou na África e da cultura dos países que visitou. Seu estilo é contemporâneo, modernista.

Serviço

Exposição Reguard, da artista Thais Lino
Local: Câmara dos Deputados – edifício  principal - galeria de arte do Salão Nobre da Câmara dos Deputados – Brasília-DF
Visitação: 05 a 30 de novembro de 2014
Horário: Todos os dias da semana, inclusive feriados, das 9h às 17h
Entrada Franca
Informações: (61) 0800 619619 / cultural@camara.leg.br


No Tempo e Espaço
Thaís Lino

O Mundo gira, e eu giro com ele
Thaís Lino


Thaís Lino
Thaís Lino

Em 'carta ao mundo', presidente da Libéria fala em 'geração perdida' para o ebola

G1CN
A presidente da Libéria, Ellen Johson Sirleaf, pediu em uma "carta ao mundo" que todos os países unam esforços para erradicar a ameaça à África representada pelo vírus ebola.

Em uma mensagem escrita para ser veiculada pela BBC, Sirleaf, que encabeça a nação que mais perdeu vidas para a doença, disse que "todos temos um interesse na batalha contra o ebola", porque o vírus "não respeita fronteiras".

Ela enfatizou que uma geração de africanos corre o risco de "se perder" por causa da "catástrofe econômica" imposta pelo vírus.

"É o dever de todos nós, como cidadãos globais, enviar uma mensagem de que não abandonaremos milhões de pessoas no Oeste da África à sua própria sorte contra um inimigo que não conhecem e contra quem não têm defesa", disse a presidente.

"O ebola não é apenas uma crise de saúde. Em todo o Oeste da África, uma geração de jovens corre o risco de se perder pela catástrofe econômica."

A carta, endereçada ao "caro mundo", foi escrita e gravada com exclusividade para a BBC e transmitida pelas emissoras da BBC neste domingo (19).

O surto atual do ebola já matou mais de 4,5 mil pessoas em todo o Oeste africano – praticamente metade delas na Libéria.

Nos três países mais afetados – Libéria, Guiné e Serra Leoa – cerca de 9 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus que, na sua forma atual, está matando cerca de 70% das pessoas que infecta.

"Estados frágeis"

Sirleaf disse não se tratar de uma coincidência que o ebola esteja atingindo principalmente "três Estados frágeis (...) lutando para superar os efeitos de guerras interconectadas."

A Libéria, por exemplo, tinha 3 mil médicos formados antes da guerra civil que estourou no país no fim dos anos 1980, disse a presidente; ao fim do conflito, em 2003, restaram apenas três ou quatro dezenas.

Sirleaf argumentou que o combate ao ebola "requer um compromisso de cada nação que tenha a capacidade de ajudar – seja com fundos emergenciais, suprimentos médicos ou know-how clínico".

Apesar dos compromissos internacionais para o combate do vírus, apenas uma pequena parte dos recursos pedidos por órgãos como a ONU e agências de ajuda humanitária foi aportada.

As doações a diferentes agências somaram cerca de US$ 380 milhões, abaixo dos US$ 988 milhões requisitados. Outros cerca de US$ 220 milhões já foram prometidos.

Além disso, a ONU pediu doações para um fundo de US$ 1 bilhão para ser usado com flexibilidade diante de situações emergenciais causadas pelo ebola – até agora, apenas a Colômbia contribuiu para este pote, no valor total de US$ 100 mil.

Na semana passada, o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse à BBC que estava "amargamente decepcionado" com a resposta da comunidade internacional ao surto de ebola.

"Se a crise tivesse atingido outra região (do mundo), provavelmente teria sido combatida de maneira muito diferente", disse Annan.
Fonte: midiamax

14/10 aniversário de Ruby Bridges!





Temos Memórias, Parabéns Ruby Bridges, 14/10/1954, uma Singela Ação por seus 
Direitos, Temos Histórias! ETA, LUTA BOA!

              Ruby foi a primeira criança negra a ir para a escola, com o fim da política de 
segregação racial nos EUA, em Nova Orleans, em 1960. Seu primeiro dia de aula foi 
marcado por xingamentos, medo, racismo. A escola, pasmem, estava vazia, pois os pais 
não deixaram seus filhos frequentarem o ano escolar com a presença de Ruby.
            Também não havia professores, apenas um educador quis dar aula para Ruby. Seus pais foram severamente ameaçados. E, durante meses, ela teve que ir e voltar da escola acompanhada por 4 policiais. E mesmo quando objetos e xingamentos eram jogados contra seu corpo, com 6 anos de idade, Ruby não desistiu, não chorou, sequer fraquejou. 
          Era uma pequena soldada - palavras de Charles Burks, um dos quatro policiais que escoltavam. No ano seguinte, Ruby não estava mais sozinha na escola. Inspirados por sua coragem e pela de sua família outras crianças negras foram matriculadas.
Parabéns Ruby por seus 60 anos de vida!
(Via Ventila.org - Postado 14/10/2014)

sábado, 18 de outubro de 2014

10 Grandes escritores negros...



1 - Machado de Assis: Embora o marketing da Caixa tenha desconsiderado o fato, o maior escritor de todos os tempos da literatura brasileira e mundial é um negro cuja obra se tornou imortal e eterna, com seu jeito único de escrever rompendo as barreiras do preconceito;

2 - Toni Morrison: Autora americana de escrita forte e pungente marcando seus romances. Em 1993 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura;

3 - Oswaldo de Camargo: Um dos principais conhecedores da literatura negra no Brasil. Além do estudo a esta literatura, é contista, poeta, novelista e jornalista;

4 - Colson Whitehead: Autor de 5 livros aclamados o americano nascido em Manhanttan, entre eles um de meditação cujo estilo foi comparado a E. B. White. 

5 - Manoel Soares: é um daqueles caras que vem com a palavra "engajado" na testa. Líder comunitário, e repórter da RBS TV, seu primeiro livro chama a atenção para o problema do Crack. Zumbis da Pedra escrito junto com Marco Cena faz um alerta, e uma analogia bem perspicaz. 

6 - Celso Athayde: Produtor que cuida da carreira de vários nomes do Hip Hop nacional, como MV Bill, é co-autor dos livros, Falcão - Meninos de tráfico, e Cabeça de porco;

7 - Walter Mosley: É reconhecido por sua literatura policial, cuja principal série trás Easy Rawlins, um investigador privado negro da II Guerra mundial que vive em Watts,Los Angeles

8 - James Baldwin: Foi o primeiro escritor a dizer aos brancos o que os negros americanos pensavam e sentiam. Chegou no auge de sua fama durante a luta dos direitos civis no início da década de 1960. Tornou-se mais famosos pelos ensaios do que pelos romances e peças teatrais, mas apesar disso queria se tornar um ficcionista, considerando seus ensaios um trabalho menor. 

9 - Zora Neale Husrton: Antropóloga e folclorista, e escritora americana é uma dos expoentes da literatura negra nos Estados Unidos. Seu trabalho por um bom tempo foi relegado ao esquecimento, que obteve apenas postumamente;

10 - Cruz e Souza: Um dos principais poetas brasileiros, foi um dos percursores do simbolismo no Brasil. Também foi conhecido como Dante Negro, e Cisne Negro;

Fonte: http://listasliterarias.blogspot.com.br/2011/11/10-grandes-escritores-negros.html

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...