sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Escrevivência

Creio que se o ato de ler oferece a apreensão

 do mundo, o de escrever ultrapassa os  

limites de uma percepção da vida.

Escrever pressupõe um dinamismo próprio 

do sujeito da escrita, proporcionando-lhe a

 sua auto-inscrição no interior do mundo.

Na maioria das vezes escrever dói, mas depois do 

texto escrito é possível apaziguar um pouco a 

dor, um pouco...

Escrever pode ser uma espécie de vingança, um 

desafio,um modo de ferir o silêncio imposto,

ou ainda, um gesto de teimosa esperança.

E afirmo sempre que a nossa escrevivência 

não pode ser lida como histórias para “ninar os da 

casa grande” e sim para incomodá-los em seus 

sonos injustos.
                      Conceição Evaristo


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