Defendida políticas consentâneas para promoção do gènero em África
FILOMENA DELGADO, MINISTRA DA FAMÍLIA E PROMOÇÃO DA MULHER
A ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, defendeu em Addis Abeba (Etiópia), políticas públicas consentâneas susceptíveis de acelerar a elevação do gênero em África, privilegiando as jovens para que tenham acessos em pé de igualdade com os rapazes.
A governante advogou este princípio quando falava à imprensa angolana, após a sessão de encerramento da Cimeira da União Africana (UA), realizada sábado e domingo último na sede desta organização continente, cujo tema foi "2016: Ano africano dos direitos dos humanos, com uma atenção particular para os direitos das mulheres”.
Afirmou que durante a preparação do evento, nas reuniões dos ministros e dos técnicos viu-se a necessidade de se harmonizar a plataforma de Beijing à Agenda do Desenvolvimento Sustentável e todas outras normas que existem em relação a mulher, quer a nível do continente, quer mundial, para que haja uma só voz na implementação desses projetos.
No que concerne aos direitos civis e políticos da mulher no continente, Filomena Delgada admitiu que a questão do género ganha corpo, porém, reconheceu que em termos de direitos económico, social e cultural ainda há muito que fazer, dai a necessidade de se trabalhar nesta vertente.
Expressou a sua satisfação pelo facto da Comissão da UA ter consagrado o ano de 2016 à mulher, "porque é uma forma de se avaliar e exaltar os Estados que se empenham na implementação de políticas públicas viradas para a afirmação do género".
Relativamente ao quadro do género em Angola, a governante disse ser razoável, na medida em que só o Parlamento e a Magistratura absorvem 35 porcento de mulheres.
Todavia, manifestou-se preocupada com a situação social e económica das mulheres, devido às dificuldades que vão desde o acesso aos serviços básicos, formação e emprego.
Neste sentido, a ministra anunciou que o seu pelouro está a trabalhar na legislação e nos programas para que em Março deste ano seja aprovado o Plano de ações para a Mulher Rural referente ao ano de 2016.
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