sábado, 21 de março de 2015

Programa cultural comemora país soberano

Programa cultural
O Ministério da Cultura e Turismo lança, hoje, na Fortaleza de Maputo o programa 
cultural alusivo aos 40 anos da Independência
Nacional, que se prolongará até ao final do ano.
Trata-se de um sarau cultural envolvendo diversas manifestações culturais, 
em que num só dia será traduzido tudo o que irá decorrer durante todo o ano, 
a nível cultural e turístico.
Estes eventos irão decorrer, em simultâneo, em todas as províncias do país, 
envolvendo todas as direcções provinciais de Educação e Cultura, assim como a população no geral.
Fonte: http://opais.sapo.mz/index.php/cultura/82-cultura/35053-programa-cultural-comemora-pais-soberano.html

A luta mundial contra o racismo deve aprender com as tragédias do passado, afirma ONU

Em comemoração ao Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, comemorado em 21 de março, três especialistas da ONU nesta questão pedem aos governos mundiais para preservar a memória mundial destes crimes, fundamental para combatê-los.
Jovens da tribo Ndebele da África do Sul em uma cerimônia de iniciação. Foto: ONU/P Mugabane
Jovens da tribo Ndebele da África do Sul em uma cerimônia de iniciação. Foto: ONU/P Mugabane
O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, comemorado internacionalmente no dia 21 de março, o relator especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, Mutuma Ruteere, a presidente e relatora do Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes, Mireille Fanon Mendes-France, e o presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, José Francisco Cali Tzay, pediram aos governos mundiais para preservar a memória mundial destes crimes, fundamental para combatê-los. Os três especialistas lembram que para quebrar o silêncio sobre tragédias passadas é necessário vontade política.
“Este ano, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial é muito especial já que comemoramos o 50º aniversário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial [ICERD] e também é o começo a Década Internacional de Afrodescendentes [2015 -2024]”, disseram.
Para os relatores, as complexas ligações entre as formas contemporâneas de racismo e o passado devem ser considerados para evitar a discriminação racial, a xenofobia e a afrofobia, além de outras intolerâncias correlatas e para banir o racismo em nossas sociedades.
Fonte: http://nacoesunidas.org/a-luta-mundial-contra-o-racismo-deve-aprender-com-as-tragedias-do-passado-afirma-onu/

segunda-feira, 16 de março de 2015

Angola terá livro e disco com iniciativas singulares de 40 mulheres

Publicações devem marcar a passagem dos 20 anos da Conferência Mundial de Pequim e quatro décadas da independência; obras retratam ação dos personagens antes e depois do período colonial.
Círia de Castro. Foto: Arquivo pessoal
Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.
Um projeto pretende lançar um livro e um disco sobre “iniciativas singulares” de 40 mulheres de Angola este ano. A informação foi dada por Círia de Castro, da Organização da Mulher Angolana, OMA.
A representante falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, na 59ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW. A ideia foi apresentada no evento, que termina esta semana.
Números
“O que nós queremos é um livro e disco que devemos lançar no meio do ano, em que estamos a trabalhar com mulheres singulares, que tenham iniciativas singulares ao nível de todo o país. É verdade que os números são muito positivos no que toca à quantidade de mulheres nos cargos de decisão política, como o parlamento por exemplo. É necessário que essa positividade se dilua ao longo de outros setores da vida do país. Esta é uma perspetiva do livro e do vídeo que estamos a trabalhar. A outra é imortalizar como, com as aspas que a expressão merece, mulheres que tenham sido autoras de iniciativas singulares.”
O trabalho deve retratar figuras marcantes para assinalar os progressos alcançados após a Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada em Pequim em 1995. O lançamento também coincide com as celebrações dos 40 anos da independência angolana.
“Nós temos, por exemplo, uma senhora que é soba (líder local) na região do Lunda Sul, que é doutorada. Se olhar para o conjunto de autoridades tradicionais em Angola, certamente não encontras 20 licenciados. Portanto, é um caso inédito. Há também uma advogada, Lurdes Caposo Fernandes que faz parte do projeto. É do setor de petróleo e estendeu as suas atividades para os Estados Unidos de América.”
Círia de Castro destacou que o livro e o disco devem expor ações de mulheres dos períodos pré e pós-independência numa perspetiva de sustentabilidade.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2015/03/angola-tera-livro-e-disco-com-iniciativas-singulares-de-40-mulheres/#.VQdMk9LF-WQ

quinta-feira, 5 de março de 2015

Conto Africano:Duas mulheres

Havia duas mulheres amigas, uma que podia ter filhos __ e tinha muitos __ e a outra não. 

Um dia, a mulher estéril foi a casa da amiga e convidou-a a visitá-la, dizendo:

 __ Amiga, tenho muitas coisas novas em casa, venha vê-las! 
__ Está bem __ concordou a outra. 
De manhã cedo, a mulher que tinha muitos filhos foi visitar a amiga. Ao chegar a casa desta, chamou-a:
 __ Amiga, minha amiga! Trazia consigo um pano que a mulher estéril aceitou e guardou. As duas amigas ficaram a conversar, tomando um chá que a dona da casa tinha preparado para as duas. Ao acabarem o chá, a dona da casa quis, então, mostrar à amiga as coisas que tinha comprado. Passaram para a sala e a mulher estéril abriu uma mala mostrando à amiga roupa, brincos, prata e outras coisas de valor. No final da visita, a mulher que tinha muitos filhos agradeceu, dizendo:
 __ Um dia há-de ir a minha casa ver a mala que eu arranjei.
 E, um certo dia, a mulher que não tinha filhos, foi a casa da amiga. Mal a viram, os filhos desta gritaram: 
__ A sua amiga está aqui! Agradeceram a peneira que ela trazia na cabeça e guardaram-na. Começaram, então, a preparar o chá. A mãe das crianças chamava-as uma a uma:
 __ Fátima! 
__ Mamã? 
__ Põe o chá ao lume!
 __ Mariamo!
 __ Sim? 
__ Vai partir lenha!
 __ Anja!
 __ Sim? 
__ Vai ao poço
 __ Muacisse! 
__ Mamã?
 __ Vai buscar açúcar! 
__ Muhamede!
 __ Sim?
 __ Traz um copo! 
__ Mariamo!
 __ Vamos lá, despacha-te com o chá! Assim que o chá ficou pronto, tomaram-no e conversaram todos um pouco. Quando a amiga se ia embora, a mulher que tinha filhos disse:
 __ Minha amiga, eu chamei-a para ver a mala que arranjei, mas a minha mala não tem roupa nem brincos! A mala que lhe queria mostrar são os meus filhos! A mulher que não podia ter filhos ficou muito triste e, antes de chegar a casa, sentiu-se muito mal, com dores de cabeça e acabou por morrer.como criar um blog

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Entrevista - Marcelo Panguana


Entrevista sobre o lançamento do livro: Conversas do fim do mundo.

Marcelo Panguana


Como se pode explicar um fim? Como ele é ou como será? O que dizer perante o mundo que se acaba? Qual será o tempo final?

Todas estas questões que podem incomodar o leitor (como a nós incomodam), levam-nos a este, no mínimo, satírico título do escritor moçambicano Marcelo Panguana, “Conversas do Fim do Mundo”, que foi apresentado em público cerca de dois anos atrás, no Instituto Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Realmente, perante o fim, não se tem nenhum argumento, se não o próprio fim que se instala, afinal, Marcelo Panguana, autor de outras reflexivas obras como, “As Vozes que Falam Verdade” (1987), “A Balada dos Deuses” (1991), “O chão das coisas” (2003) e “Como um Louco ao Fim da Tarde” (2010), é aquele que não se cansa de falar o que vê, vive e sente.

É como dizia Francisco Noa, crítico literário, “na literatura moçambicana o que há de melhor são contistas e são contos que não se precisa inventar”. Panguana, é esse escritor que não inventa, usa os “chãos” que tem para contar várias histórias com o devido cuidado de se perder no texto, típico de jornalista que é Marcelo Panguana, embora se ocultando.

Em “Conversas do Fim do Mundo” não encontrará-se um “eu” novo deste escritor, no entanto, há nessa obra, a novidade dos próprios assuntos retratados, desta vez, em jeito de críticas de obras literárias moçambicanas, reflexão filosóficas, análise de assuntos existenciais e, como não podia faltar, tendo em conta o estilo característico das suas abordagens, interrogações do país que vive e de onde é.

“Estou a cumprir as minhas obrigações como escritor e como cidadão. Vou falar do país, das coisas que vejo no quotidiano e outros textos que fui produzindo ao longo dos últimos tempos, na sua maioria já publicados em jornais e revistas e alguns inéditos”.

A olhar pelas declarações do autor, tidas em exclusivo pela Literatas, “Conversas do Fim do Mundo” será o prenúncio dos nossos dias no olhar da lucidez de um literato.

“A Literatura  não pode ser tida apenas como uma forma de proporcionar lazer, mais do que isso, a Literatura é uma forma de intervir.”



O fato deste livro estar a adiantar-se para o “fim” não implica o fim da carreira de Marcelo Panguana aos 61 de idade. “um escritor não morre”, disse o escritor.

Fonte: revistaliteratas

Poeira do Saara viaja até a Amazônia, mostra Nasa

Vídeo mostra poeira transportada do deserto do Saara para a floresta amazônica
Exame/DN prev
  • Animação é feita em 3D (Foto:Reprodução)


  • Um vídeo criado pela Nasa mostra que, apesar dos mais de 2.500 quilômetros de distância, o deserto do Saara e a floresta amazônica estão mais ligados do que parece.A agência espacial americana coletou dados entre 2007 e 2013 que mostram a relação entre o deserto, que ocupa um terço do território africano, e a maior floresta tropical do mundo.
    O estudo mostra que 182 milhões de toneladas de poeira atravessam o oceano Atlântico todos os anos, saindo do Saara para o continente americano. É a primeira vez que a Nasa consegue quantificar quanta poeira faz essa viagem.Do total, 27,7 milhões de toneladas caem na floresta, trazendo diversos nutrientes, como o fósforo.
    A região amazônica recebe em média 22 mil toneladas de fósforo, que funciona como um fertilizante e é fundamental para o crescimento das plantas, compensando as perdas desse nutriente durante as chuvas e inundações.O estudo também mostra que a quantidade de poeira transportada depende das chuvas que ocorrem no Sahel, região ao sul do Saara. Quando as chuvas aumentam, a quantidade de poeira transportada no ano seguinte para a floresta é menor.
    A descoberta faz parte de uma pesquisa que visa compreender o papel da poeira e outros agentes no meio ambiente e no clima local e global.
    Fonte: Midiamax

    Mulheres Pretas

        Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...