quinta-feira, 15 de maio de 2014

Hoje na História, 15 de maio de 1994, acontecia o Genocídio em Ruanda

O genocídio em Ruanda deixou 800 mil mortos em apenas 100 dias. Soldados e milicianos da temida Coalizão para a Defesa da República, além de civis da etnia hutu, mataram a população da etnia tutsi e hutus moderados.
A matança indiscriminada começou horas depois que o avião do presidente ruandês hutu Juvénal Habyarimana foi derrubado. Habyarimana retornava de Arusha (Tanzânia) onde realizava negociações de paz com a rebelião da Frente Patriótica Ruandesa (FPR). Os extremistas hutu usaram o acidente como pretexto para chegar ao poder e promover o massacre.
O empresário suíço Claude Sonier conseguiu fugir com a mulher, de origem tutsi e os três filhos do casal. Sonier contou que viu homens, mulheres e crianças serem queimadas vivas em valas cobertas por pneus em chamas. A sogra de Sonier foi uma das vítimas da violência. Os tutsi foram mortos nas ruas, dentro de suas casas, e até mesmo em igrejas e escolas, onde se refugiaram.
Autoridades ruandesas acusaram a comunidade internacional de ter ignorado a tragédia, que se desenrolava no país, e os pedidos de socorro para deter o massacre. As forças de paz resgataram os estrangeiros brancos e abandonaram os ruandeses à própria sorte. A Bélgica resolveu retirar suas tropas depois que soldados da força da ONU foram mortos no país. Na colina de Nyanza, milhares de pessoas foram massacradas depois de o contingente belga da ONU, que as protegia bateu em retirada.
Um relatório de 500 páginas elaborado pelo Ministério da Justiça de Ruanda acusa a França de cumplicidade com os extremistas. Antes de eclodir o massacre, a França forneceu armas e equipamentos aos hutus Sobreviventes do genocídio acusam as tropas francesas incumbidas de proteger os tutsi de os entregar aos inimigos para serem mortos. Em 1998, uma investigação parlamentar francesa inocentou as autoridades do país de toda responsabilidade pelas mortes.
Os Tutsi retomam o poder
A França participou da retomada do país com a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis. Em 4 de julho a RPF entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas ocuparam o sudoeste do país.
A operação forçou o êxodo de 2 milhões de hutus, que temiam retaliações, para países vizinhos, como o Congo.
Em novembro de 1994, a ONU criou um Tribunal Penal International para Ruanda, em Arusha. Quatro anos mais tarde, a corte pronunciou suas primeiras penas de prisão perpétua e incluiu o estupro e a violência sexual entre os atos de genocídio.
Fonte: http://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-15-de-maio-de-1994-acontecia-o-genocidio-em-ruanda/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Literatura Negra - Linhagem

 Linhagem (Carlos Assumpcão)

        Eu sou descendente de zumbi
        Zumbi é o meu pai e meu guia
        Me envia mensagens do orum
        Meus dentes brilham na noite escura
        Afiados como o ogadá de ogum 
        Eu sou descendente de zumbi
        Sou bravo valente sou nobre
        Os gritos aflitos do negro
        Os gritos aflitos do pobre
        Os gritos aflitos de todos
        Os povos sofridos do mundo
       No meu peito desabrocham
       Em força em revolta
       Me empurram para luta me comovem
       Eu sou descendente de zumbi
      Zumbi é meu pai e meu guia
      Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim
      Eu trago os duros punhos cerrados
      Cerrados como rochas
      Floridos como jardins

           Obs: No poema "Linhagem", o poeta evoca uma ancestralidade que tem a ver com a trajetória das batalhas dos afro-descendentes no Brasil. Situa-se na esfera de um ser envolvido comum a religiosidade tradicional africana. E confessa que as suas características advêm de sua origem e dela resulta uma espécie de missão que ele tem de cumprir.
Fonte: http://literaturacpm2.blogspot.com.br/

Embaixada do Haiti terá ainda neste mês posto avançado em SP

EMILIO SANT'ANNA
DE SÃO PAULO

07/05/2014 02h00
Ainda neste mês, a Embaixada do Haiti vai abrir um posto avançado para a emissão de documentos aos imigrantes em São Paulo.

Segundo estimativa da Missão de Paz –entidade ligada à Pastoral do Migrante–, cerca de 200 haitianos estão na capital paulista com passaportes vencidos ou mesmo sem eles.

Depois de se encontrar com o prefeito Fernando Haddad (PT), o embaixador do Haiti, Madsen Cherubin, esteve no abrigo emergencial instalado ao lado da Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, e confirmou que "nos próximos dias [a abertura do posto] deve ser realizada".

Desde o mês passado, o governo do Acre passou a enviar ônibus com levas de imigrantes para São Paulo.
Operários montam beliches em galpão sem energia elétrica que receberá 150 haitianos no centro de SP
Joel Silva/Folhapress
Operários montam beliches em galpão sem energia elétrica que receberá 150 haitianos no centro de SP


O Estado já gastou R$ 1,6 milhão para o transporte de cerca de 2.200 estrangeiros. Entre eles, estavam senegaleses, dominicanos e, principalmente, haitianos.

O fluxo inesperado gerou troca de farpas entre o governo do Acre e a prefeitura e o governo de São Paulo.

Segundo Cherubin, além dos imigrantes que chegam a São Paulo sem passaportes, há muitos com o documento vencido, o que os impede de conseguir a carteira de trabalho e arrumar emprego.

Em frente à igreja, um posto móvel do Centro de Apoio ao Trabalho foi instalado para facilitar a emissão de carteiras de trabalho.

ASSEMBLEIA DE DEUS

Hoje, deve ser aberto um novo abrigo provisório para os imigrantes haitianos a cerca de 200 metros da Missão de Paz, onde também estão provisoriamente.

Ali, há pouco mais de dois meses funcionava uma igreja da Assembleia de Deus, explica o padre Paolo Parise, responsável pela Missão de Paz. A previsão é que o local, cedido por uma construtora, permaneça aberto durante os próximos três meses.

A abertura estava inicialmente prevista para ontem, mas o local não ficou pronto para receber os imigrantes. Muitos deles, passaram o dia trabalhando no próprio abrigo, carregando bicamas de um lado para outro e montado as estruturas necessárias.

O abrigo tem capacidade para 120 pessoas, em pouco mais de 2.000 m² e será gerenciado pela prefeitura em parceria com a Missão Paz.

Para o prefeito Fernando Haddad (PT) o abrigo deve ser um local de passagem rápida.

Segundo o prefeito, a economia do país continua aquecida e, com os documentos em mãos, os haitianos recém-chegados não devem ter dificuldades para arrumarem emprego.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/05/1450526-embaixada-do-haiti-tera-posto-avancado-em-sao-paulo.shtml

Impacientes, sul-africanos votam hoje

NORIMITSU ONISHI
DO "NEW YORK TIMES"

07/05/2014 02h00
Em Alexandra, subúrbio pobre e de maioria negra na periferia de Johannesburgo, os cartazes incentivando os eleitores a conduzir o Congresso Nacional Africano de volta ao poder na eleição de hoje remetem diretamente ao passado glorioso do país.

"Faça isso por Madiba", diz um cartaz, aludindo ao apelido de Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, morto em 2013.

Os cartazes evitam mencionar o atual presidente, Jacob Zuma, 72, envolto em escândalos, que busca mais um mandato de cinco anos.

Cinco meses após a morte de Mandela, o partido está contando com ele e outros antigos heróis para se manter no poder. É provável que a tática funcione.

A previsão é que o CNA tenha vitória avassaladora na quinta eleição realizada no país desde o fim do apartheid, em 1994.

Mas Zuma, cuja popularidade sofre com a alta taxa de desemprego (26%) e o baixo crescimento econômico (previsão de 2,3% para este ano), deve ter redução no apoio.

Há ainda escândalos como o desvio de US$ 23 milhões de dinheiro público para reformas em sua casa.

Mulher vota em seção eleitoral em Nyanga, na periferia da Cidade do Cabo

Mulher com camiseta de Mandela vota em seção eleitoral em Nyanga, na periferia da Cidade do Cabo


Nos últimos meses, jovens saquearam lojas, queimaram pneus e atiraram pedras na periferia de Johannesburgo e Pretória, pedindo melhores serviços públicos.

Veteranos dissidentes do partido estão incentivando os eleitores a inutilizar suas cédulas de voto.

O Combatentes pela Liberdade Econômica, partido novo comandado pelo ex-líder da ala jovem do CNA, pede a nacionalização de minas e bancos sem pagamento de indenização e atrai jovens insatisfeitos com o status quo.

A mensagem deles –que o partido que libertou a África do Sul hoje é comandado por uma classe corrupta que não elevou o padrão de vida da população negra comum– encontra eco em Alexandra.

Mesmo assim, a ausência de uma alternativa clara para a maioria negra e a lealdade duradoura dos eleitores mais velhos às figuras que os libertaram conferem ao CNA vantagem nas pesquisas.

"As pessoas que vão votar são nossos avós, nossos pais, porque têm longa relação com o CNA", afirma Tshidiso Nonyane, 25, que votou no partido no passado, mas não se cadastrou para esta eleição. Universitário formado em marketing, Nonyane está trabalhando num McDonald's. "Os jovens não vão votar porque não faz sentido."

A Aliança Democrática, o principal partido oposicionista, tradicionalmente associado aos sul-africanos brancos, começou a atrair negros da classe média e a fazer campanha em periferias como Alexandra com o slogan "juntos por empregos".

Na última eleição, em 2009, o CNA teve 65,9% dos votos, ante 16,6% da Aliança. Neste ano, a expectativa é que o apoio ao partido governista possa diminuir para menos de 60%, o que representaria uma derrota política para o presidente Zuma.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/05/1450456-impacientes-sul-africanos-votam-hoje.shtml

sábado, 3 de maio de 2014

Somos todos Pelés

03/05/2014 02h00
Amigo pró-Copa, amigo do "não vai ter Copa", só mesmo parodiando o rei Pelé: o brasileiro não sabe opinar em pesquisa. Ayrton Senna é o maior ídolo esportivo do país.

Como assim? Conta outra. Óbvio que o piloto é um dos grandes e caiu no gosto popular. Nenhum reparo nessa história. Daí bater o maior atleta de todos os tempos é o que não consigo entender.

Repito a planilha do Datafolha para que o leitor não ache que se trata de um mero chute do meu gonzo e delirante instituto Databotequim: 47% dos paulistanos preferem Senna; Pelé fica com míseros e vergonhosos 23%. O dia em que o rei foi rebaixado a plebeu.

Você há de questionar, amigo, que o levantamento foi feito apenas em São Paulo. Sim, e daí? Há cidade que represente mais, pelo mundo todo que abriga, o Brasil?

A leitora, sempre mais astuta, há de me cutucar com uma prova material aparentemente incontestável: a crônica de Nelson Rodrigues publicada no dia 19 de novembro de 1969 no jornal "O Globo".

No texto, sobre o milésimo gol de Pelé, naquele Santos 2 x 1 Vasco da Gama, tio Nelson provoca, só para variar: "É aqui e, repito, é no Estádio Mário Filho que Pelé teve os seus grandes dias e as suas grandes noites. O próprio crioulo sabe que é muito mais amado aqui do que em São Paulo".

Uma frase do autor de "A pátria em chuteiras" vale mais, em matéria documental de prova, do que batom na cueca.

Prossigo, no entanto, com a minha queixa. Como amamos odiar nosso maior ídolo. Como o Brasil é perverso. É o país do amor post-mortem. Só batendo as botas, o sujeito se consagra aqui no Bananão - para lembrar o batismo dado pelo garoto da fuzarca Ivan Lessa.

Sim, Pelé pode estar pagando o pato pelo cidadão Edson Arantes. Mesmo assim. Não merece apenas lustrar o carro do Senna.

Pelé é o próprio motor, a velocidade, a luz, quase a reinvenção da física no jogo. Por que ser castigado por um ou outro palpite infeliz? É o cara a quem se pergunta de tudo desde que vendia amendoim na estação de trem de Bauru. Vai chover, Pelé, para melhorar o índice da Cantareira?

E Pelé disse love, love, love, como na canção de Caetano. Acusam o rei de não se pronunciar contra o racismo. Além dele já ter falado sim do tema, vos pergunto: tem maior campanha contra o racismo do que existir Pelé no mundo?

Pelé é praticamente o inventor dessa coisa de ser brasileiro. Pelé é nível Michelangelo, Homero ou Dante, para voltar no catecismo do tio Nelson. E quem disse que temos orgulho disso. Não.

Enxotamos Pelé como quem dá um "pedala Robinho" no boy da firma. Isso não é certo. Os inimigos do rei estão sempre a postos para tirar uma casquinha.

O brasileiro, em relação ao nosso maior ídolo, não passa de um Antônio Calçada, cartola do Vasco, anos 1950, que deu uma banana para a contratação do gênio-mor.

"Quem é Pelé? Você está brincando comigo."

Ao negar Pelé, o Brasil perde até um pouco a ideia de Nação. Vá explicar para um estrangeiro!

@xicosa
Fonte: Folhauol

Personalidade Negra - Milton Santos (1926-2001)

Por Marie-Hélène Tiercelin dos Santos com títulos de Jacques Levy
Bacharel em DireitoUniversidade Federal da Bahia (1948)
Doutor em GeografiaUniversidade de Strasbourg (1958), sob orientação do Prof. Jean Tricart
1948-1964. Um pesquisador implicado na realidade local
Até 1964, ano em que deixa o Brasil em razão do golpe militar,  ele conduz paralelamente uma carreira acadêmica e atividades públicas. Jornalista e redator do jornal A Tarde (1954-1964), professor de geografia humana na Universidade Católica de Salvador (1956-1960), professor catedrático de geografia humana na Universidade Federal da Bahia onde cria o Laboratório de Geociências, será diretor da Imprensa Oficial da Bahia (1959-1961), presidente da Fundação Comissão de Planejamento Econômico do Estado da Bahia (1962-1964), e representante da Casa Civil do presidente Janio Quadros na Bahia, em 1961. Suas pesquisas e publicações da época focalizam as realidades locais, principalmente a capital – a tese de doutorado é intitulada O Centro da Cidade de Salvador – assim como as cidades e a região do Recôncavo.
1964-1977. Um pesquisador viajante
Em 1964, começa uma carreira internacional imposta pela situação política no Brasil. Primeiro na França, professor convidado nas universidades de Toulouse, Bordeaux e Paris-Sorbonne, e no IEDES (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social). De 1971 a 1977, inicia uma carreira verdadeiramente itinerante, ao sabor dos convites: no MIT (Massachusetts Institute of Technology – Boston) como pesquisador; e como professor convidado nas universidades de Toronto (Canadá), Caracas (Venezuela), Dar-es-Salam (Tanzânia), Columbia University (New York). Esse período  abre uma longa caminhada em direção a teorização em geografia, com o intenso aproveitamento das ricas bibliotecas das grandes universidades. Primeiro uma ampliação do foco com o livro Les Villes Du Tiers Monde, 1971, onde já aparece o interesse em estudar as peculiaridades da economia urbana dos países então chamados  subdesenvolvidos, caracterizada pelos seus dois circuitos, superior e inferior, e resultando no livro L’Espace Partagé: les deux circuits de l’économie des pays sous-développés publicado em francês em 1975, em inglês e português em 1979.
1977-2001. Um pesquisador engajado
Em 1977, retorna ao Brasil. Passam-se dois anos antes de conseguir voltar a ensinar na universidade brasileira, primeiro na Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 1979 a 1983, ano em que ingressa por concurso na Universidade de São Paulo, professor titular de geografia humana até a aposentadoria compulsória, recebendo o título de Professor Emérito da USP em 1997 e continuando a pesquisar, publicar e orientar estudantes até o final de sua vida.Será reintegrado oficialmente à Universidade Federal da Bahia em 1995, da qual tinha sido demitido por “ausência”. Doze universidades brasileiras e sete universidades estrangeiras lhe outorgaram o titulo de Doutor Honoris Causa.
Em 1994, recebe o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud. Nesta última fase de seu percurso, publica Por uma Geografia Nova, da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978), contribuição à efervescência e ânsia de renovação dessa ciência no Brasil . O espaço é definido como uma instancia social ativa, a noção de formação sócio-espacial introduzida. As pesquisas, as aulas e as publicações resultantes tencionam um esforço epistemológico para dotar a geografia latino-americana de categorias de análise apropriadas.
O estudo do meio técnico-científico-informacional deve permitir entender a organização do espaço no período histórico atual. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico informacional (1994), Da totalidade ao lugar (1996),Metamorfose do espaço habitado (1997), são algumas dessas publicações que desembocam na sua obra maior (no seu livro maior?): A Natureza do Espaço (1996), que quer ser “uma teoria geral do espaço humano, uma contribuição da geografia `reconstrução da teoria social”. Enfim, em 2000, publica Por uma outra globalização, do pensamento único à consciência universal.
Fonte: http://miltonsantos.com.br/site/biografia/

"Prefiro somos todos humanos", diz Lázaro Ramos

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O ator baiano Lázaro Ramos não quis entrar na campanha #somostodosmacacos.

O artista é antigo defensor da causa contra o racismo.

Em entrevista ao jornal O Globo desta quinta (1º), ele afirmou que não gostou do tom da campanha, iniciada após o jogador Daniel Alves comer uma banana atirada no campo, na Europa, em um ato de racismo de um torcedor.

Muitos famosos resolveram apoiar a atitude do jogador e entraram em uma campanha na internet, chamada de #somostodosmacacos.

Logo, descobriu-se que tudo tratava-se de uma campanha publicitária promovida por Neymar, e que Luciano Huck estava até vendendo camiseta com a marca, aproveitando-se da situação de racismo para ganhar dinheirocomo informou a colunista do R7 Fabíola Reipert.

Lázaro Ramos preferiu não entrar nesta polêmica campanha. E fez uma análise certeira sobre o caso na conversa com a publicação.

— Prefiro dizer que somos todos humanos.
 


Fonte: r7

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...