quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Entidades oferecem bolsas para graduação e pós no exterior no 2º semestre de 2014


Fundação Estudar e Nuffic Neso Brazil estão com inscriçções abertas para seleção até março
Guilherme Soares Dias/Especial para o Estado
 
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Os estudantes que querem fazer graduação ou pós-graduação no exterior no segundo semestre de 2014 e precisam de ajuda financeira devem correr. A inscrição para concorrer a uma bolsa da Fundação Estudar (bolsas.estudar.org.br) está aberta até o fim de março.
“Reconhecemos por mérito gente que tem chance de fazer algo pela carreira ou pelo País”, diz a gerente de projetos da fundação, Renata Moraes.

Quem tem interesse em estudar em uma universidade holandesa tem outra opção: o Orange Tulip Scholarship Brazil, da entidade Nuffic Neso Brazil, que concede bolsas integrais e parciais (www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship). As inscrições para participar do processo também vão até março.
O estudante que deseja ir para a França pode procurar o Ifesp (ifesp.com.br), instituto franco-brasileiro, que não concede bolsas, mas ajuda o interessado com a documentação.
“Contribuímos na candidatura para universidades, na preparação do exame de proficiência e no projeto de pesquisa”, diz a diretora do Ifesp, Pauline Charoki. Quem entra em uma universidade francesa recebe automaticamente  200 do governo francês por mês, como ajuda de custo.
Raiane PinheiroEstudante de Engenharia Mecatrônica, de 24 anos
São as bolsas que mantêm a acadêmica Raiane Pinheiro, de 24 anos, na Itália. Ela estuda Engenharia Mecatrônica na Universidade de São Paulo (USP) e conseguiu bolsas do Ciência Sem Fronteiras em 2012 e da Fundação Estudar em 2013/2014 para fazer parte da graduação na Itália. “Terei duplo diploma. É uma experiência fantástica, que me tira da zona de conforto e me faz lidar com novas situações. Abriu portas e novos horizontes”, afirma. A estudante tem aulas em inglês, mas estudou italiano antes de ir para o exterior. “É importante para me comunicar com as pessoas.” Após o curso, a jovem pretende voltar para o Brasil. “Quero contribuir aqui com coisas que aprendi lá.”
 
 
Fonte: Estadão 

MEC lança programa de bolsas no exterior para negros e índios


Inspirada no Ciência Sem Fronteiras, iniciativa também quer incentivar o ingresso em mestrado e doutorado no Brasil

15 de novembro de 2013

Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo
O Ministério da Educação (MEC) vai lançar um programa de intercâmbio internacional para negros, indígenas e pessoas com deficiência. O programa também fomentará o ingresso em mestrado e doutorado no Brasil de pessoas com esse perfil, com objetivo de aumentar o número de professores.
Batizado de Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, ele será uma espécie de Ciência Sem Fronteiras (CsF) - que já levou 38 mil estudantes para o exterior. Entretanto, enquanto o CsF é focado em áreas como Engenharia e Exatas, o novo programa dá prioridade às Humanas, como o combate ao racismo, igualdade racial, história afro-brasileira e indígena, acessibilidade, inclusão ações afirmativas.
O orçamento e o número de bolsas ainda não foram definidos. Segundo o governo, as bolsas internacionais serão definidas com base na seleção das instituições e na capacidade delas para receber os estudantes. Também depende da demanda de estudantes brasileiros. Somente 11,3% dos negros com 18 a 24 anos frequentavam ou já haviam concluído o ensino superior em 2012 - entre os brancos esse porcentual era de 27,4%
Para incentivar o ingresso desses alunos na pós-graduação no Brasil, o MEC vai criar cursos preparatórios. A ideia é que haja a possibilidade de curso de leitura e produção de textos acadêmicos em português e em língua estrangeira, metodologia e projeto de pesquisa. Também há previsão de assistência estudantil.
Segundo Macaé dos Santos, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do MEC, é a primeira vez que uma política pública prioriza a inclusão na pós-graduação. "Estamos trabalhando em busca da equidade. Nossa meta é que negros, indígenas e também pessoas com deficiência tenham a mesma representação dentro da universidade."
Flink. O novo modelo será lançado oficialmente pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no domingo durante a Flink Sampa Afroétnica. O evento, que começa hoje em São Paulo, é organizado pela Faculdade Zumbi dos Palmares.
O reitor da Zumbi, José Vicente, vê com entusiasmo a iniciativa. "É uma ideia importante, que vai ao encontro às demanda de qualificação", diz. "O Ciência Sem Fronteiras dificilmente permitiria o acesso do negro, pela exclusão do jovem negro nas áreas prioritárias do programa. E não podemos esperar dez anos", completa.
O programa homenageia um dos pioneiros do movimento negro no Brasil. Abdias Nascimento foi ator, diretor, dramaturgo e político. Morreu em 2011, aos 97 anos.
Fonte: O Estadão

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A história sinistra da fazenda nazista no interior de São Paulo



A história sinistra da fazenda nazista no interior de São Paulo

Em uma fazenda no interior de São Paulo, 160 km a oeste da capital, um time de futebol posa para uma foto comemorativa. Mas o que torna a imagem extraordinária é o símbolo na bandeira do time – uma suástica.
A foto, provavelmente, foi tirada após a ascensão nazista na Alemanha, na década de 1930.
“Nada explicava a presença dessa suástica aqui”, conta José Ricardo Rosa Maciel, ex-dono da remota fazenda Cruzeiro do Sul, perto de Campina do Monte Alegre, que encontrou a foto, por acaso, um dia.
Mas essa foi, na verdade, sua segunda e intrigante descoberta. A primeira tinha ocorrido no chiqueiro.
“Um dia, os porcos quebraram uma parede e fugiram para o campo”, ele disse. “Notei que os tijolos tinham caído. Achei que estava tendo alucinações”.
Na parte debaixo de cada tijolo estava gravada uma suástica.
É sabido que no período que antecedeu a Segunda Guerra, o Brasil tinha fortes vínculos com a Alemanha Nazista. Os dois países eram parceiros comerciais e o Brasil tinha o maior partido fascista fora da Europa, com mais de 40 mil integrantes.
Mas levou anos para que Maciel, com o auxílio do historiador Sidney Aguillar Filho, conhecesse a terrível história que conectava sua fazenda aos fascistas brasileiros.

Ação Integralista

Filho descobriu que a fazenda tinha pertencido aos Rocha Miranda, uma família de industriais ricos do Rio de Janeiro. Três deles – o pai, Renato, e dois filhos, Otávio e Osvaldo – eram membros da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de extrema direita simpatizante do Nazismo.
A família às vezes organizava eventos na fazenda, recebendo milhares de membros do partido. Mas também existia no lugar um campo brutal de trabalhos forçados para crianças negras abandonadas.
“Descobri a história de 50 meninos com idades em torno de 10 anos que tinham sido tirados de um orfanato no Rio”, conta o historiador. “Foram três levas. O primeiro grupo, em 1933, tinha dez (crianças)”.
Osvaldo Rocha Miranda solicitou a guarda legal dos órfãos, segundo documentos encontrados por Filho. O pedido foi atendido.
“Ele enviou seu motorista, que nos colocou em um canto”, conta Aloysio da Silva, um dos primeiros meninos levados para trabalhar na fazenda, hoje com 90 anos de idade.
“Osvaldo apontava com uma bengala – ‘Coloca aquele no canto de lá, esse no de cá’. De 20 meninos, ele pegou dez”.
“Ele prometeu o mundo – que iríamos jogar futebol, andar a cavalo. Mas não tinha nada disso. Todos os dez tinham de arrancar ervas daninhas com um ancinho e limpar a fazenda. Fui enganado”.
As crianças eram espancadas regularmente com uma palmatória. Não eram chamadas pelo nome, mas por números. Silva era o número 23.
Cães de guarda mantinham as crianças na linha.
“Um se chamava Veneno, o macho. A fêmea se chamava Confiança”, conta Silva, que ainda mora na região. “Evito falar sobre esse assunto”.
Argemiro dos Santos é outro dos sobreviventes. Quando menino, foi encontrado nas ruas e levado para um orfanato. Um dia, Rocha Miranda veio buscá-lo.
“Eles não gostavam de negros”, conta Santos, hoje com 89 anos.
“Havia castigos, deixavam a gente sem comida ou nos batiam com a palmatória. Doía muito. Duas batidas, às vezes. O máximo eram cinco, porque uma pessoa não aguentava”.
“Eles tinham fotografias de Hitler e você era obrigado a fazer uma saudação. Eu não entendia nada daquilo”.
Alguns dos descendentes da família Rocha Miranda dizem que seus antepassados deixaram de apoiar o Nazismo antes da Segunda Guerra Mundial.
Maurice Rocha Miranda, sobrinho-bisneto de Otávio e Osvaldo, também nega que as crianças eram mantidas na fazenda como “escravos”.
p>A história sinistra da fazenda nazista no interior de São Paulo


Em entrevista à Folha de São Paulo, ele disse que os órfãos na fazenda “tinham de ser controlados mas nunca foram punidos ou escravizados”.
O historiador Sidney Aguillar Filho, no entanto, acredita nas histórias dos sobreviventes. E apesar da passagem do tempo, ambos Silva e Santos – que nunca mais se encontraram desde o tempo em que viveram na fazenda – fazem relatos muito parecidos e perturbadores de suas experiências.
Para os órfãos, os únicos momentos de alegria eram os jogos de futebol contra times de trabalhadores das fazendas locais, como aquele em que foi tirada a foto onde se vê a bandeira com a suástica. (O futebol tinha papel fundamental na ideologia integralista.)
“A gente se reunia para bater bola e a coisa foi crescendo”, diz Santos. “Tínhamos campeonatos, éramos bons de futebol.”
Mas depois de vários anos, ele não aguentava mais.
“Tinha um portão (na fazenda) e um dia eu o deixei aberto”, ele conta. “Naquela noite, eu fugi. Ninguém viu”.
Santos voltou ao Rio onde, aos 14 anos de idade, passou a dormir na rua e trabalhar como vendedor de jornais. Em 1942, quando Brasil declarou guerra contra a Alemanha, Santos se alistou na Marinha como taifeiro, servindo mesas e lavando louça.
Depois de trabalhar para nazistas, Santos passou a lutar contra eles.
“Estava apenas prestando um serviço para o Brasil”, explica. “Não sentia ódio por Hitler, não sabia quem ele era”.
Santos saiu em patrulha pela Europa e depois passou um período, ainda durante a guerra, trabalhando em navios que caçavam submarinos na costa brasileira.
Hoje, Santos é conhecido, na comunidade onde vive, pelo apelido de Marujo. E se orgulha de um certificado e uma medalha que recebeu em reconhecimento por seus serviços durante a guerra.
Mas ele também é famoso por suas proezas futebolísticas, jogando como meio de campo em vários grandes times brasileiros na década de 1940.
“Naquela época, não existiam jogadores profissionais, éramos todos amadores”, diz. “Joguei para o Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama… Os jogadores eram todos vendedores de jornais e lustradores de sapatos”.
Hoje, Santos vive uma vida tranquila com a esposa, Guilhermina, no sudoeste do Brasil. Eles estão casados há 61 anos.
“Eu gosto de tocar meu trompete, de sentar na varanda e tomar uma cerveja gelada. Tenho muitos amigos e eles sempre aparecem para bater papo”, conta.
As lembranças do tempo difícil que passou na fazenda, no entanto, são difíceis de apagar.
“Quem diz que sempre teve uma vida boa desde que nasceu está mentindo”, diz Santos. “Na vida de todo mundo acontecem coisas ruins”.


Fonte: DCM

Exposição apresenta olhar português sobre colônias do Brasil e da África



Da Cartografia do Poder aos Itinerários do Saber
Lunetas, mapas, documentos e outras peças raras formam a exposição Da Cartografia do Poder aos Itinerários do Saber. Parte das comemorações do aniversário de dez anos do Museu Afro Brasil, a mostra apresenta a construção do conhecimento científico português em relação aos povos e territórios das colônias no Brasil e na África. Os objetos, grande parte vindos do acervo da centenária Faculdade de Ciências de Coimbra, podem ser vistos na Oca do Parque Ibirapuera, zona sul paulistana.
As peças mais antigas são do século 18, época da refundação da Universidade de Coimbra, na era do Marques de Pombal. Do acervo da instituição portuguesa estão expostos instrumentos de navegação, como astrolábios, lunetas, cartas geográficas e mapas feitos pelo engenheiro italiano Miguel Ciera. Além disso, há uma ala da mostra dedicada a objetos etnográficos recolhidos de diversos povos africanos da região onde atualmente está Angola.
Ao lado da coleção histórica estão obras de artistas contemporâneos que trazem novas possibilidades de interpretação sobre o passado. “Produz uma abordagem no sentido de desconstruir os fatos históricos. São autorias que utilizam muito a ideia do objeto museológico. São propostas de releitura dessas peças”, ressalta um dos curadores da exposição, Paulo Amaral, ao se referir ao trabalho do artista João Pedro Vale.
A produção contemporânea tem diversas origens, foram selecionados criadores brasileiros, europeus e africanos. “Artistas contemporâneos, como Guilherme Mampuya, Joan Fontcuberta e Yonamine, que reinterpretam toda essa documentação por meio de propostas que incluem a produção etnográfica contemporânea e a iconografia colonial”, acrescenta o curador sobre outros trabalhos presentes na mostra.
Amaral explica ainda que a exposição é pensada para que o visitante explore o espaço por conta própria, sem roteiros pré-definidos. “A exposição não pretende exigir itinerários, nem tampouco leituras estáveis. Pretende que o visitante construa a sua própria narrativa e o próprio percurso a partir das obras”.

 Abertura: 24 de janeiro, às 19h.
Em exposição até: 23 de abril de 2014.

Local: Oca do Ibirapuera
Tel: (11) 3105-6118 e (11) 5082-1777.
Acesso: Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3. 


Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo / SP - 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900
Entrada gratuita
www.museuafrobrasil.org.br
O funcionamento do museu é de terça-feira a domingo, das 10 às 17hs,
Com permanência até às 18hs.
Na última quinta-feira de cada mês, o horário de funcionamento será estendido até às 21hs, para atendimento noturno ao público visitante. 

por Agência Brasil

Guiné-Bissau precisa de apoio para deixar de sofrer, diz embaixador


Ex-representante da Cabo Verde nas Nações Unidas afirmou que comunidade internacional precisa ajudar com a realização das eleições no país, que sofreu um golpe de Estado em 2012.
Guiné-Bissau. Foto: Governo da Guiné-Bissau
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
O povo da Guiné-Bissau tem que ser apoiado para inaugurar uma nova fase na vida política do país.
A declaração é do ex-embaixador de Cabo Verde nas Nações Unidas, António Lima.  O diplomata falou à Rádio ONU antes de deixar o cargo após seis anos de funções em Nova Iorque.
Transição
Para António Lima é hora de a comunidade internacional garantir a ajuda para a realização de eleições gerais na Guiné. O país sofreu um golpe de Estado em 12 de abril de 2012 e vive sob regime de um governo de transição desde então. 
"Estamos a tentar fazer tudo para que a Guiné-Bissau consiga fazer as eleições para que este país deixe de sofrer. A Guiné-Bissau sofreu demais. Esta população sofreu demais. É hora de este povo ser apoiado, ser ajudado a dar um salto para cima. Avançar neste processo é muito difícil, mas eu penso que vamos chegar lá.
As eleições na Guiné-Bissau estavam marcadas para novembro passado, mas tiveram que ser adiadas. De acordo com o representante especial do Secretário-Geral da ONU no país, José Ramos Horta, algumas organizações da comunidade internacional já se dispuseram a ajudar para apoiar a realização do pleito, mas o preço total ainda tem que ser decidido.
Durante sua entrevista de despedida à Rádio ONU, António Lima também falou do papel da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da Cedeao nas tentativas de resolver o problema. Ele contou que a posição de Cabo Verde sempre foi clara contra a situação de golpe e que espera que a restauração da ordem constitucional seja restabelecida.
* Apresentação: Eleutério Guevane
Fonte: radioonu

África vai colocar 11 milhões de jovens em empregos por ano, diz estudo


Banco Mundial encoraja investimento em melhores postos e remuneração; Brasil, China e Índia colaboram com o órgão para capacitar candidatos.
Emprego jovem. Foto: OIT
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
O Banco Mundial estima que 11 milhões de jovens africanos devem passar a integrar anualmente o mercado de trabalho durante a próxima década em África.
O órgão recomenda a criação de milhões de postos mais produtivos e bem remunerados para impulsionar o crescimento económico, reduzir a pobreza de forma significativa e criar prosperidade partilhada no continente.
Propriedades
O documento intitulado "Emprego Jovem na África Subsaariana" observa que 80% da força de trabalho deve continuar a trabalhar em pequenas propriedades ou empreendimentos caseiros num futuro próximo.
Com mais de metade da população da África Subsaariana menor de 25 anos, o órgão recomenda que se aposte em tornar mais acessível uma educação de qualidade nas áreas científica e tecnológica.
Exigência
Para o nível superior, aconselha-se cursos adaptados às habilidades necessárias para um moderno mercado de trabalho que é cada vez mais exigido pelos países africanos.
O Banco realça que parceiros de desenvolvimento como China, Índia e Brasil atuam com o órgão para ajudar a desenvolver a ciência, a tecnologia e as habilidades para a juventude africana.
O novo relatório observa que as áreas da indústria, dos serviços e da agricultura são, tradicionalmente, os setores intensivos que podem gerar trabalho produtivo para os jovens.
*Apresentação: Denise Costa.
Fonte: radioonu

Embaixador diz que falta de dinheiro atrasa avanço do português no mundo


Ex-representante de Cabo Verde nas Nações Unidas afirmou que razões financeiras e técnicas impedem que o idioma torne-se uma língua oficial da ONU e outras organizações internacionais.
Bandeiras dos países lusófonos na sede da CPLP, em Lisboa
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
O avanço da língua portuguesa no mundo tem sido adiado por falta de meios e capacidade técnica.
A afirmação é do ex-embaixador de Cabo Verde nas Nações Unidas, António Lima.
Estatuto
Nesta entrevista de despedida do posto, que ocupou por seis anos até meados de janeiro, Lima afirmou que a língua portuguesa tem estatuto de língua internacional e que por isso deveria estar mais presente e ativa em organizações pelo mundo. O português é língua oficial em Cabo Verde assim como em mais outros sete países das Américas à Ásia.
"Isso é fundamentalmente um problema de meios. Não há razões outras se não técnicas e financeiras para isso. E nós estamos a trabalhar para ver como, progressivamente, conseguimos esta situação. Evidentemente que cada um de nós e particularmente dentro da Cplp os países que têm mais meios do que outros estão a refletir muito seriamente sobre isso. E nós queremos, efetivamente, que as Nações Unidas possam fazer do português uma língua oficial ao mesmo título que a seis outras línguas (oficiais)."
Plano de Ação
As línguas oficiais das Nações Unidas são árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.
Desde 2008, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem traçado planos de ação para aumentar a presença do português no mundo incluindo em organizações internacionais. O primeiro Plano de Ação, de Brasília, foi divulgado em 2010.
Este ano, os países-membros da Cplp aprovaram o Plano de Ação de Lisboa com os mesmos termos de disseminação do idioma.
*Apresentação: Denise Costa.
Fonte: radioonu

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...