terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

'Freud com os Escritores' explora relação da psicanálise com a literatura


Divulgação
As relações da psicanálise com a literatura são o tema de "Freud com os Escritores"
As relações da psicanálise com a literatura são o tema deste livro

Em "Freud com os Escritores", Edmundo Gómez Mango e J.-B. Pontalis examinam a relação do pai da psicanálise com grandes autores, como Shakespeare, Goethe, Schiller, Dostoiévski, Thomas Mann e Stefan Zweig.
Os ensaios de Pontalis e Mango apresentam a influência da literatura nos conceitos psicanalíticos e no pensamento freudiano.
Publicado no Brasil pela Três Estrelas e com tradução de André Telles, o título tem lançamento previsto para 3 de fevereiro e está em pré-venda na Livraria da Folha.
Nascido em 1856, na região da Morávia, Freud estudou medicina na Universidade de Viena e se demonstrava especialmente intrigado com a neurofisiologia. Já graduado, trabalhou no hospital da mesma cidade, quando conheceu Jean-Martin Charcot (1825-93) e o uso da hipnose.
Anos mais tarde, em 1895, publica "Estudo sobre Histeria" em parceria com o médico Joseph Breuer. "A Interpretação dos Sonhos", considerada sua obra mais importante, chega quatro anos depois.
O estudo apresentou ao mundo uma instância da mente que era, até então, ignorada: o inconsciente. O pressuposto foi o estopim de uma revolução teórica que permeou o debate sobre o comportamento humano no século 20.
Com o avanço do nazismo na Europa, em 1936, seus livros foram queimados. Em 1938, com câncer, Freud rumou para a Inglaterra. Morreu no ano seguinte. Quando jovem, ele queria ser filósofo.
Fonte: Folhauol

Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai será transformado em museu em Salvador



Após dez anos fechada, a casa onde viveu o casal de escritores Jorge Amado (1912-2001) e Zélia Gattai (1916-2008) deve finalmente tornar-se um memorial aberto à visitação em Salvador.
A inauguração do novo museu já tem data marcada: 2 de julho -marco da independência da Bahia-, segundo a Prefeitura de Salvador, que recebeu da família do casal o imóvel de cerca de mil metros quadrados.
A exemplo de outros museus, a Casa do Rio Vermelho -como o imóvel ficou conhecido- terá vídeos e interatividade com o público.

Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai


Fachada da casa onde viveram Jorge Amado e Zélia Gattai em Salvador
Raul Spinassé - 8.ago.2012/Folhapress
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O termo de cessão por dez anos da residência foi assinado na última sexta-feira pelo prefeito ACM Neto (DEM) e por herdeiros dos escritores.
A abertura do memorial ao público era um desejo antigo de Zélia, que morreu sem ver o museu concretizado.
"[O museu] significa compartilhar com as pessoas as emoções vividas pela nossa família e uma história de amor que durou mais de 50 anos", afirma João Jorge Amado, 66, filho do casal.
Comprado em 1961, o imóvel número 33 da rua Alagoinhas recebeu visitantes como José Saramago, Mario Vargas Llosa, Pablo Neruda e Gabriel García Márquez.
Fonte: Folhauol
O projeto prevê investimentos de R$ 6 milhões. Metade dos recursos virá da Prefeitura de Salvador, oriundos da arrecadação de patrocínios para o Carnaval. A outra parte virá da iniciativa privada por meio da Lei Rouanet.
O memorial terá 20 espaços temáticos, com vídeos, efeitos de som e interatividade com o público, que contarão histórias de Jorge e Zélia, incluindo a do jardim onde estão depositadas as cinzas dos dois escritores.
Intervenções nas estruturas elétrica e hidráulica da casa serão feitas até julho. O imóvel ainda passará por reformas para garantir o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção. A expectativa é que o memorial receba 10 mil pessoas por mês.
Para que o espaço seja financeiramente sustentável, será cobrada uma taxa de visitação -cujo valor ainda não foi definido pelo museu.
Após a entrega da Casa do Rio Vermelho, a prefeitura pretende incluir dois novos museus no circuito turístico de Salvador, dedicados a artistas radicados na Bahia e amigos de Jorge Amado.
Um deles vai homenagear o artista plástico argentino Carybé, enquanto o outro vai se dedicar ao fotógrafo e antropólogo francês Pierre Verger. Os museus serão instalados, respectivamente, no forte de Santa Maria e no forte de São Diogo.

Incêndio destrói centro cultural do Liceu de Artes e Ofícios de SP

Um incêndio destruiu na madrugada desta terça-feira o centro cultural do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, anexo ao prédio da escola, no bairro da Luz, região central de São Paulo. Não houve feridos.
Por volta 1h, dois vigias que estavam de plantão no prédio do Liceu ligaram para os bombeiros avisando sobre o incêndio.
Catorze equipes dos bombeiros, totalizando 48 homens, foram ao centro cultural na rua Cantareira e controlaram o incêndio em cerca de 20 minutos.
Avener Prado/Folhapress
Estrago causado após incêndio no centro cultural do Liceu de Artes de Ofícios de São Paulo
Estrago causado após incêndio no centro cultural do Liceu de Artes de Ofícios de São Paulo
O fogo se alastrou rapidamente e atingiu quadros, esculturas, mesas e cadeiras. Parte do forro do teto caiu, vidros se despedaçaram e o piso de madeira do local também foi danificado pelo fogo.
Segundo o capitão Miguel Jodas, do Corpo de Bombeiros, 100% da área interna do prédio do central cultural foi danificada pelo fogo.
Jodas disse que nem todas as obras de arte estão perdidas, mas apenas um especialista poderá avaliar o estrago no acervo do centro cultural. " Tomamos cuidado no combate ao fogo para que a água não danificasse as obras de artes", disse o capitão.
O capitão não soube informar se o AVCB (Alvará de Vistoria do Corpo de Bombeiros) do prédio está em dia.
As causas do incêndio serão investigadas, de acordo com os bombeiros.
O centro cultural, fundado na década de 80, possui uma coleção de esculturas em tamanho natural e painéis fotográficos.
OUTRO CASO
O auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, zona oeste de São Paulo, ficou completamente destruído após um incêndio atingir o local, em novembro do ano passado.
O fogo, que se estendeu por mais de cinco horas, danificou obras de arte deixou 16 feridos -um brigadista e 15 bombeiros. Eles estavam envolvidos no combate ao incêndio.
Fonte: Folhauol

Tabloide: casamento de Obama e Michelle enfrenta momento turbulento



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Os tempos dourados de Barack e Michelle Obama como o primeiro casal querido dos Estados Unidos pode estar passando por um período de turbulência. Segundo relatos de fontes à mídia de língua inglesa, a dupla vive um momento ruim do relacionamento e, nas versões mais pessimistas, poderia mesmo vir a encarar um divórcio uma vez findo o segundo mandato do presidente democrata.
Segundo o Daily Mail, que se baseia no tabloide americano National Enquirer, a Casa Branca nega os rumores de atrito, mas os boatos sobre o fim do casamento que já dura 21 anos seriam uma das questões que mais ocupam os debates das mesas de fofoca de Washington e que se refletiriam em uma clara "frieza" observada das recentes fotografias entre ambos. O National Enquirer foi responsável por revelar escândalos pessoais de políticos americanos, como os casos entre o ex-presidente Bill Clinton e a estagiária Monica Lewinski, e do ex-pré-candidato democrata à Presidência John Edwards, que admitiu uma relação extraconjugal após ter criticado Clinton.
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Os rumores mais fortes, que perambulam entre "acusações de infidelidade" e "conflitos de ciúmes", teriam tido como estopimo famigerado selfie de Obama com seus colegas David Cameron (Reino Unido) e Helle Thorning-Schmidt (Dinamarca) durante a cerimônia de adeus a Nelson Mandela, na África do Sul.
A fotografia, que captou uma expressão séria de Michelle, alimentou os conspiracionistas, de modo que agora as fontes da mídia america falam que Obama já estaria dormindo em um quarto separado e esperando o final do seu segundo mandato - obtido após vitória nas urnas em 2012 - para proceder com o divórcio; a teoria é que Obama então retornaria para o Havaí, enquanto Michelle ficaria em Washington com as duas filhas do casal.
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Fonte: Terra

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Isabel Fillardis encarna Lapinha, cantora lírica e atriz que cativou D. joão VI

JOANA DALE 


Isabel Fillardis vai viver a personagem em espetáculo que terá a direção de Lázaro Ramos
Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Isabel Fillardis vai viver a personagem em espetáculo que terá a direção de Lázaro Ramos Ana Branco / Agência O Globo
RIO - Quatro anos atrás, a atriz Isabel Fillardis recebeu no celular uma imagem enviada pelo marido, o engenheiro Júlio Cesar, que reproduzia o desenho em preto e branco de Joaquina Maria da Conceição da Lapa, a Lapinha, pendurado na parede de um bar na Avenida Mem de Sá. Impressionada pela semelhança entre ela mesma e a moça do retrato, Isabel partiu para o Google à procura de informações sobre a mulata. Na Wikipédia, a página destinada à Lapinha estava repleta de pontos de interrogação em relação a datas, mas informava o suficiente para Isabel se encantar pela personagem histórica: “Foi a primeira cantora lírica do Brasil a ganhar destaque internacional e uma das primeiras mulheres a receber autorização para participar de espetáculos públicos em Lisboa.”
De lá para cá, Isabel escarafunchou os arquivos da Biblioteca Nacional, arquitetou o projeto de um espetáculo musical e convidou Lázaro Ramos para dirigi-lo. A estreia será no segundo semestre.
— Quero apresentar à sociedade atual essa maravilhosa personagem, cuja história, por algum motivo, ficou guardada no século XVIII — diz Isabel.
O movimento de resgate da memória de Lapinha não se restringe ao teatro. Coincidentemente, a cantora que encantou D. João VI virou enredo de escola de samba este ano. A Inocentes de Belford Roxo, do Grupo de Acesso, vai desfilar “O triunfo da América — O canto lírico de Joaquina Lapinha”, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Gonçalves, na Marquês de Sapucaí. Lapinha seria o enredo da Beija-Flor. Mas como a agremiação de Nilópolis optou por fazer um desfile em homenagem a José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, Laíla — que acumula os cargos de diretor de harmonia da Beija-Flor e diretor de carnaval da Inocentes — sugeriu o tema à agremiação de Belford Roxo.
— Como 90% dos brasileiros, eu nunca tinha ouvido falar em Lapinha — conta Wagner Gonçalves, que começou a buscar artigos acadêmicos, encontrou o livro do músico e pesquisador Sérgio Bittencourt-Sampaio, “Negras Líricas — Duas intérpretes negras brasileiras na música de concerto” (7Letras) e virou expert no assunto. — Descobri uma história linda: essa mulher quebrou um série de tabus no tempo em que viveu, entre o finalzinho do século XVIII e o início do século XIX.
No meio das pesquisas, o carnavalesco acabou esbarrando com Isabel Fillardis. Conversa vai, conversa vem, a atriz, que deu à luz ao terceiro filho há um mês, vai encarnar Lapinha no desfile da Inocentes.
— Será um esquenta para o musical — imagina Isabel, que semana passada visitou pela primeira vez o barracão da escola, na Cidade do Samba, e falou sobre a sua admiração pela personagem. — Além do talento, Lapinha tinha um enorme carisma. Conquistou a realeza e despertou muitas paixões, registradas em poemas. E ainda teve trânsito livre entre Brasil e Portugal, segundo passaportes da época.
A importância histórica de Lapinha, na opinião de Sérgio Bittencourt-Sampaio, ultrapassa o âmbito musical:
— Nenhuma atriz brasileira conseguira tais triunfos, especialmente naquela época, no exterior. Portanto, a Lapinha tornou-se um exemplo de mulher independente, que ganhava a vida com a arte. Apesar de ter duas condições que, em teoria, dificultariam sua carreira, ou seja, ser mulher e mulata, ela conseguiu mostrar aos países o valor de seu talento. Foi a primeira atriz e cantora brasileira a colher triunfos fora das nossas fronteiras.
O desfile da Inocentes de Belford Roxo vai mostrar, de forma lúdica, a trajetória de Joaquina Lapinha. Quatro carros alegóricos vão representar quatro palcos da cantora e atriz que, segundo Sérgio Bittencourt-Sampaio, teria nascido em Minas Gerais e, após o declínio da mineração, mudado para o Rio de Janeiro, onde começou a atuar na década de 80 do século XVIII. O primeiro carro representará a origem e a herança africana; o segundo, Ouro Preto e a origem musical; o terceiro, o Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa; e o quarto, a homenagem do carnaval carioca a ela, com negros tocando violinos em ritmo de samba.
— O enredo tem uma pegada política que não há como negar. Sou um carnavalesco negro contando a história de uma cantora lírica negra. As histórias se condensam — comenta o carnavalesco.
Wagner lembra que Lapinha sofreu imenso preconceito racial. Ela tinha que cobrir o rosto com pó de arroz antes de subir aos palcos, como mostra o relato da época feito pelo viajante sueco Carl Israel Ruders, reproduzido em livros: “Joaquina Lapinha é mulata e filha de uma mulata, por cujo motivo tem a pele bastante escura. Este inconveniente, porém, remedia-se com cosméticos. Fora disso, tem uma figura imponente, boa voz e muito sentimento dramático.”
Quando foi buscar um rosto para usar como base para esculturas de Lapinha, o carnavalesco encontrou uma única referência: a pintura que estava pendurada numa parede da Lapa (o botequim fechou há dois anos) e cativou Isabel Fillardis. Mas esse “retrato”, é bom ressaltar, é fruto da imaginação do pintor e artista gráfico Mello Menezes. Até hoje, nenhuma imagem fiel da cantora foi encontrada. Há apenas cartazes e folhetos que registram as suas apresentações.
— Há referências explícitas quanto à sua presença em terras lusitanas. Isso comprova sua atuação em concertos em Lisboa, no Real Teatro de São Carlos, incluindo sua contratação por um período de seis meses no início do século XIX. No Rio, por sua vez, há referências de sua atuação em um elenco de amadores num teatro localizado na Rua do Passeio no final do século XVIII, e destaca-se a sua atuação, após seu retorno de Portugal em 1805, na Ópera Nova, após a chegada da corte portuguesa — conta a mestre em Música Alexandra van Leeuwen, criadora do verbete sobre Lapinha no “Dicionário Biográfico Caravelas”, que está finalizando tese de doutorado sobre o tema na Unicamp.
Alexandra, que realizou pesquisas em instituições do Brasil e de Portugal, explica que é difícil reconstruir a história de Lapinha uma vez que as fontes documentais são escassas:
— As fontes biográficas não permitem identificar uma história de vida com início, meio e fim.
Sérgio Bittencourt-Sampaio conta que, na verdade, a lembrança de Lapinha e a admiração por ela persistiu até quase o final do século XIX:
— Nos livros sobre música brasileira, ela raramente é citada. Vários fatores contribuíram para isso. Em primeiro lugar, sua carreira terminou por volta de 1813, quando ainda não havia uma crítica musical estruturada no Brasil. Em segundo, com o desenvolvimento da ópera no tempo de D. Pedro II, as cantoras de sucesso vinham da Europa, e dificilmente uma atriz afrodescendente chegaria aos palcos em posição de destaque ou mesmo de menor importância.
Ninguém sabe em que ano Joaquina Lapinha nasceu ou em que ano ela morreu. Mas 2014 tem tudo para ser o ano de seu renascimento.

VIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE)


O VIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as acontecerá em 2014 nas dependências da Universidade Federal do Pará (UFPA) entre os dias 29/07 e 02/08/2014. O COPENE tem como principal intenção apresentar e discutir os processos de produção e difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas Diásporas Africanas, emanadas nos espaços de religiosidades, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e propõem alternativas políticas e sociais que atendam às necessidades das populações negras, visando a constituição material dos direitos. Deste modo, serão apresentados concomitantemente os seguintes seminários:
III Seminário Internacional de Pesquisadores/as Negros/as;

Este Seminário teve sua primeira edição em 2010 no VI COPENE e estava no formato de um  Simpósio Internacional intitulado Gestão da Educação Superior: Construindo Conhecimento e Conectando as Experiências do Brasil e da Diáspora Africana.  Esse evento, organizado pela ABPN, objetivou reunir as(os) coordenadoras(es) dos NEABS com algumas(uns) pesquisadoras(es) internacionais para que untos elaborassem estratégias de superação do racismo no âmbito acadêmico.
Tendo em vista as discussões do simpósio e a necessidade atual da sociedade brasileira, em especial, intelectuais, militantes e adeptos da luta antirracista, de dialogar sobre os rumos deste debate, a edição de 2012 (O VII COPENE) realizou o II Seminário Internacional de Pesquisadores(as) Negros(as) integrado à programação do evento e seguindo as mesmas datas deste. Assim, automaticamente, ao inscrever-se no Congresso você estará inscrito neste seminário.

II Seminário de Iniciação Científica da ABPN;

O I Seminário de Iniciação Científica da ABPN é uma antiga reivindicação de estudantes de graduação que alegam falta de espaço para divulgarem seus trabalhos, além de apresentações de banners. A ABPN já recebeu moções solicitando a criação deste tipo de evento, sob a justificativa que os trabalhos de discentes da graduação dificilmente são aprovados e quando isto acontece as(os) jovens não se sentem confortáveis apresentando junto com colegas da pós-graduação e/ou docentes universitários. Desta maneira, não participam efetivamente do debate através da exposição de suas opiniões e colocações, e o espaço de comunicação perde sua capacidade de formação. Pretendemos, assim, constituir este espaço de diálogo possibilitado pelo seminário.

II Encontro Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores em Saúde da População Negra.

Em prosseguimento a primeira versão, este evento pretende discutir e aprofundar as prioridades e resultados de pesquisas no campo da saúde da população negra de forma a dar respostas a implementação da Política Nacional de Triagem Neonatal; a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Simpósio da American Educational Research Association - AERA


VI Seminário Nacional e VIII Seminário Regional sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais

Evento promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais, que na versão de 2014 será responsável pela organização do COPENE. Deste modo, o Núcleo amplia os processos de participação e oportuniza aos participantes do evento, a inserção nas discussões da temática afeita a formação de professores e relações étnico-raciais.
Maiores Informações: http://www.para2014.copene.org/site/capa
Fonte: ABPN



Personalidades Negras – Ernesto Carneiro



Ernesto-CarneiroMédico e literato brasileiro nascido em Itaparica, Estado da Bahia, o afrodescendente Ernesto Carneiro Ribeiro foi pioneiro ao produzir uma gramática baseada na língua portuguesa. Diferente das gramáticas então existentes, expôs e defendeu a normatização de peculiaridades da língua oficialmente falada no país. Formado em medicina, Ernesto dedicou-se ainda ao magistério. 
Polêmico, foi responsável por famosos debates linguísticos sobre o parecer do jurista Rui Barbosa em relação aos oito volumes do Projeto do Código Civil Brasileiro, publicado pela Imprensa Nacional (1902). Envolvido a contragosto na apreciação do projeto, destacou aspectos do português falado no Brasil, nunca antes percebidos pelos gramáticos. 
Sobre o assunto, publicou A redação do projeto do código civil (1902) e A réplica do dr. Rui Barbosa (1905). Quando recém-proclamada a República, participou de uma comissão formada pelo governador Manuel Vitorino, destinada a elaborar um plano de ação educacional. Ernesto Carneiro faleceu em sua terra natal, em 13 de novembro (1920), aos 81 anos.
Fonte: FCP

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...