domingo, 18 de agosto de 2013

'A África que existe na cabeça das pessoas é folclorizada', diz Mia Couto

Natalia da LuzEspecial para o G1, em Maputo
Ampliar FotoFoto: Bel Pedrosa/Divulgação

O escrito Mia Couto está no Brasil (Foto: Bel Pedrosa/Divulgação)

Ele é referência quando se trata de literatura africana. Exímio poeta, Antônio Emílio Leite Couto, mais conhecido como Mia Couto é um homem incansável, com absoluta consciência do seu papel na sociedade. Jornalista, biólogo e escritor que assume várias vertentes, é acima de tudo cidadão. E ele está no Brasil para, nesta sexta-feira (26), participar de um bate-papo no Sesc da Avenida Paulista e, depois disso, ir ao Rio para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, onde será homenageado.

Aos 54 anos, o dramaturgo e cidadão moçambicano de Beira (uma das cidades mais afetadas pela guerra civil, que se prolongou de 1976 a 1992), coleciona 23 livros e prêmios importantes como o Vergílio Ferreira (1999), União Latina de Literaturas Românticas (2007) e o título de um dos 12 melhores livros africanos do século XX por "Terra sonâmbula", eleito na Feira Internacional do Livro do Zimbábue.

Fã declarado de Guimarães Rosa, ele estará em terras brasileiras também para lançar seu novo livro, “Antes de nascer o mundo”. Por enquanto, o título mais disputado e procurado do autor, especialmente em Maputo é “E se Obama fosse africano e outras intervenções”, recém-saído da gráfica. A obra é um conjunto de intervenções, como Couto gosta de definir, apresentadas em artigos e momentos públicos, que segundo ele, mereciam sobreviver.

Leia, abaixo, trechos da entrevista do escritor ao G1.

G1 - O que é “E se o Obama fosse africano e outras internvenções”? 
Mia Couto - É o segundo livro que eu faço relacionado à ideia de não perder alguma coisa que eu fui construindo ao longo do tempo. São coisas não-datadas, fora da literatura, ensaios, intervenções que eu faço. Como cidadão, sinto obrigação de estar presente, de dizer o que penso. Moçambique é um país muito recente. Mesmo que seja uma ilusão, há essa ideia de que podemos contar, de que podemos ser ouvidos e de que isso vale a pena.

G1 - Qual o texto mais importante ou emocionante? 
Couto - Cada um tem um aspecto, um propósito diferente. O primeiro, o “Guardador de rios”, é uma história real e, para mim, simbólica. É uma história que vale a pena lembrar. É sobre um programa que foi feito no Gurué, na província da Zambézia (norte do país). Um homem foi ensinado a medir o nível do rio com as horas e os metros. Ele fazia isso todos os dias, registrando em um formulário. Depois veio a guerra, esse programa desapareceu, e o homem perdeu contato com o resto do mundo. Quando, 16 anos depois, foram visitar aquele lugar, encontraram o homem trabalhando. Ele já não tinha formulário, claro. Escrevia com um pedaço de carvão em uma grande parede. E essa história para mim é muito bonita. Sobre alguém que não desistiu da sua missão. É uma lição para mim. Como se fosse um contrato que ele tivesse com o próprio rio. É isso que eu quero fazer: converter o mundo em uma página e escrever nela como se fosse uma lição, nem que seja só para mim!

G1 - Como é o próximo livro? 
Couto - É um romance que tem dois títulos diferentes. Em Angola e Portugal se chama "JesusAlém" e no Brasil, "Antes de nascer o mundo", porque a editora preferiu esse título. É uma história sobre um pai que, aparentemente, enlouquece e leva a sua família para um lugar remoto. E anuncia à família que o mundo terminou, que são os últimos sobreviventes, que não há mais humanidade. Esses meninos crescem com essa ideia de que são os últimos habitantes do mundo. Depois essa mentira é desconstruída pela chegada de uma mulher e aí começa uma história de conflito com o mundo.

G1 - Você aborda, especialmente, temas sociais. Qual a importância em fazer uma ficção ou uma ficção associada aos problemas sociais? 
Couto - Acho que não existe simplesmente ficção. Todo texto sempre tem essa relação de fronteira mal desenhada entre o que é real e o que é ficcional. O escritor brinca com isso, e ele próprio não sabe o que é. Fica confuso, mas, pelo menos, é verdadeiro nessa declaração de que não está dizendo algo inteiramente verdadeiro. Estou convidando as pessoas a brincarem nesse terreiro em que não se sabe o que é real, o que é utópico, o que é sonho. No fundo, complicamos um assunto que é muito simples. Eu acompanhei meus filhos, agora meus netos e vejo essa necessidade quase biológica de construir histórias. A necessidade de encantamento é uma coisa que me parece da nossa própria espécie. Por isso, a criança fica em êxtase quando ouve uma história. O que o escritor faz, no fundo, é eternizar essa relação que mexe com o nosso próprio lado criança.


Foto: Bel Pedrosa/Divulgação

O escritor africano lançará novo livro e receberá homenagem por sua obra (Foto: Bel Pedrosa/Divulgação)


G1 - Eternizar essa relação é como alimentar essa curiosidade, esse fascínio. E o que fascina você?
Couto - Fascina-me contrariar a ideia de que o mundo já está feito, de que o mundo serve só para nós nos servimos dele, que ele serve apenas para ser consumido.

G1 - Como o cidadão deve se fazer presente na literatura? 
Couto - Isso tem que ultrapassar a literatura. Mesmo que eu não fosse escritor, sentiria a obrigação de fazer coisas, dizer coisas, de contribuir. Não sou dos que pensam que basta lamentar, que basta criticar tudo ao redor em um café da esquina. Eu acho que temos que estar presentes.

G1 - Como a literatura pode ajudar a reerguer a cultura, especialmente em uma nação pós-guerra que teve tantos bens não-materias dilacerados? 
Couto - Não sou otimista em relação à importância da literatura no mundo. As pessoas sabem que os livros são pouco lidos, que são para um pequeno grupo. Portanto, é mais inteligente deixar que essa mensagem circule sem obstáculos do que criar ao redor dos escritores uma importância que, afinal, eles não teriam de outra maneira. Então, acho que existe a liberdade para publicar o que quisermos. Do ponto de vista literário, claro.

G1 - Moçambique e África são temas presentes em suas obras. Você acha que é preciso expandir a realidade africana para o mundo? 
Couto - Os que pensam, na verdade, não pensam. Para os que pensam a África, a ideia já está formada. Acham que já sabem. Que seja por uma romantização de esquerda ou direita. A África que existe na cabeça da maioria das pessoas é folclorizada, idealizada. É uma África que não existe. E os próprios africanos assumiram essa imagem. Acredita-se que a África é assim não por questões históricas, mas por uma espécie de genética do continente.

G1 - Os grandes autores estão concentrados na Europa e nos Estados Unidos. Por que existem poucos escritores africanos reconhecidos? 
Couto - Porque quem diz sobre o tamanho dos escritores africanos, não são os africanos. Quem classifica, quem categoriza, está fora da África. Os grandes prêmios, as grandes editoras estão fora da África. Aí precisam se subordinar a critérios que não são os africanos, se é que existe alguma coisa chamada critério africano. Também não sei. Os grandes centros da cultura africana são aqueles que podem avaliar sobre o que é africano e o que não é africano. Tenho amigos escritores africanos que, quando abrem jornais americanos e europeus, se assustam com as críticas de que o livro não é autenticamente africano. Eles questionam a autenticidade. O que é isso, afinal? Ninguém sabe! Eu acho que ainda continua sendo uma certa alienação de critérios.

G1 - O país vem crescendo bastante nos últimos anos. Como está Moçambique hoje? 
Couto - Se você olhar para o padrão arquitetônico, Moçambique é uma cidade grande e moderna. Mas ainda é uma sociedade rala, pouco urbanizada. A urbanização está presente na vida de uma pequena minoria. A maioria está no espaço rural. Ela não vem para a cidade, a ideia do espaço público não existe. Não sei como está Moçambique e para onde vai. É muito difícil dizer, porque o país vivenciou várias transições: colonização, revolução, socialismo, capitalismo, guerra, paz... Estamos em permanente incerteza. Estão se passando várias coisas com diferentes lógicas.

G1 - No momento político, o país vive a presidência aberta. Isso não é populismo? 
Couto - Sim. Eu acho que é uma coisa populista. No formato, está certo. O presidente tem que estar na multidão. É uma coisa que nasceu em oposição à maneira de exercer autoridade, praticada pelo presidente Joaquim Chissano (que governou de 1986 a 2005). Ele tinha uma posição centralizadora. A tendência agora é retificar isso. Percebeu-se que o país é muito mais diverso do que se pensava no início. Agora, estamos em uma democracia formalmente aberta. Seja de que maneira, esse processo tinha que ser feito.

G1 - O que é mais importante ser solucionado em um país com tantos problemas? 
Couto - O que falta mesmo é o país ter um pensamento, uma ideologia própria. Eu acho que cada um deles é grave: a pobreza, taxa de analfabetismo. A colonização portuguesa deixou o país sem nada, abaixo do zero. Acredito que o problema principal é sentir que existe uma visão clara sobre futuro, fundada não em discurso político, mas em um discurso verdadeiro, mais profundo, na procura daquilo que pode ser um caminho próprio. Com Samora Machel (primeiro presidente de Moçambique após a independência, de 1975 a 1986) havia uma ideia de futuro, uma aposta. As pessoas tinham uma crença, uma causa que agora não têm.

G1 - Então o que falta para recuperar essa crença? 
Couto - O que falta é uma coisa em que as pessoas, na verdade, não acreditam. As pessoas têm uma ligação muito forte, muito filial com o político. Os presidentes são pais. Elas chamam o presidente de pai, grande pai. Nesse aspecto, o país se sente órfão. Desde que morreu Samora, as pessoas não se vêem naquilo que são os seus chefes. O grande sentimento que fica é de orfandade.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ROSA

Tomba mais uma pétala
desfiada da Rosa
Ascende-se mais uma chama
a queimar as ervas do campo
É o tempo a vagar
leso e sorrateiro
É a vida que se vai
fumaça ao vento leve
Como se da escuridão noturna
pequenos halos de luz
se levantassem e pairassem
a formarem auréolas sem santos
É a divina providência
a rogar muda e só
É a salvação
que a ninguém salva
Como se os olhos fossem
incapazes de ver
Se ao coração fosse impossível
sentir com firmeza
a menor possibilidade de amor,
o viço das flores
e o ritual das aves.
Desfia-se a Rosa
como Rosário,
a certeza do amor menor
enche o peito de melancolia
tira toda força com a qual lutar
Já não há motivos para ir
de encontro ao vento
Já não há motivos
para ser contra o fogo
As luzes invadirão o ser
para que, então, talvez
possa-se sentir o gosto
e o cheiro da Rosa

 Rubens Augusto   http://www.quilombhoje.com.br/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NEGRA - NOÉMIA DE SOUSA

Gentes estranhas com seus olhos cheios doutros mundos
quiseram cantar teus encantos
para elas só de mistérios profundos,
de delírios e feitiçarias...
Teus encantos profundos de Africa.
Mas não puderam.
Em seus formais e rendilhados cantos,
ausentes de emoção e sinceridade,
quedas-te longínqua, inatingível,
virgem de contactos mais fundos.
E te mascararam de esfinge de ébano, amante sensual,
jarra etrusca, exotismo tropical,
demência, atracção, crueldade,
animalidade, magia...
e não sabemos quantas outras palavras vistosas e vazias.
Em seus formais cantos rendilhados
foste tudo, negra...
menos tu.
E ainda bem.
Ainda bem que nos deixaram a nós,
do mesmo sangue, mesmos nervos, carne, alma,
sofrimento,
a glória única e sentida de te cantar
com emoção verdadeira e radical,
a glória comovida de te cantar, toda amassada,
moldada, vazada nesta sílaba imensa e luminosa: MÃE


Noémia de Sousa, nasceu em Catembe, Moçambique, em 1926 e faleceu em Cascais, Portugal, em 2002. Poeta, jornalista de agências de notícias internacionais viajou por toda a África durante as lutas pela independência de vários países. Só publicou tardiamente seu livro de poesias Sangue Negro, em 2001.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Paulina Chiziane - O Brasil e a África precisam se reencontrar

 A escritora moçambicana Paulina Chiziane acredita que o Brasil e a África precisam se reencontrar verdadeiramente.

Durante evento acadêmico, realizado no Brasil em junho na Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG, Chiziane destacou a necessidade de os brasileiros conhecerem realmente os povos africanos, para garantir a melhoria da relação entre o país e o continente.

A escritora já teve a primeira evidência do desconhecimento que os brasileiros têm da África na chegada à cidade de Belo Horizonte (MG) para a Jornada de Estudos Africanos. No hotel, a ficha de cadastro indicava que a moçambicana era de origem sul-africana. 
Ao apontar o equívoco, Paulina foi informada de que não constam no programa de computador da rede hoteleira os países africanos, somente o termo África para descrever todas as nações. A identificação “África do Sul”, de acordo com informações do hotel, passou a existir, apenas, depois que o país sediou a Copa do Mundo.

O episódio foi só mais um a explicitar o conhecimento mínimo que os brasileiros têm da África, chegando ao ponto de, em ambientes universitários, encontrarmos boa parte dos estudantes acreditando que a África é um país e não um continente.

Para a escritora, é tempo de mudar essa realidade. “Nós somos um povo, como africanos, eu como moçambicana, que falamos a mesma língua portuguesa, tivemos uma história comum, mas não nos conhecemos. Vocês estão mais perto da África do que da Europa.

Além disso, uma boa parte da população brasileira é proveniente da África. Então, preciso “quebrar o gelo”, abrir as fronteiras para que haja mais comunicação entre o povo africano e o Brasil”. 

A mesma história que une pode separar. Paulina Chiziane atribui o distanciamento e a falta de conhecimento brasileiro sobre a África ao contexto histórico. 

“A história tem o seu percurso. Ontem, foram as colonizações, as escravaturas, as guerras de libertação que foram criando sequelas nos povos. Chegou o momento de ver que precisamos, afinal, estar muito mais unidos do que antes. São processos históricos. Ninguém tem culpa disso. Chegou a hora, então vamos trabalhar para esse reencontro”, afirma.

Paulina Chiziane, amante da literatura brasileira, principalmente dos escritores Jorge Amado e Vinicius de Morais, acha que é importante que os brasileiros conheçam a literatura africana como forma de aproximação entre os povos.

Perguntada sobre a imagem negativa, de neocolonialistas, que as empresas brasileiras estão criando dentro da África, a escritora lembra que problemas dessa natureza não têm partido só de povos do Brasil.

“Eu acho que estamos a dar uma nova imagem do poder brasileiro. Criaram muitos postos de trabalho e isso tem os seus conflitos. Mas, as coisas vão ser digeridas na medida no possível. Deixa-me dizer que não são apenas as empresas brasileiras, existem empresas de outros continentes, do asiático, que vêm e fazem exatamente a mesma coisa. Eu não sei se isso é lei do capitalismo ou não. A verdade é que nem tudo está a correr bem”.
Entrevista concedida a Maria Cláudia Santos. Disponível em: http://www.voaportugues.com/content/escritora-chiziane-brasil-mocambique/1681994.html

terça-feira, 13 de agosto de 2013

IDENTIDADE - MIA COUTO

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço   
(Raiz de orvalho e outros poemas)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Abertas as inscrições de propostas de apresentação de trabalho para a SERNEGRA

Estão abertas, até o dia 6 de setembro, as inscrições para propostas de apresentação de trabalho na modalidade comunicação oral, nas 12 Seções Temáticas que irão compor o Simpósio SERNEGRA, que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 de novembro, no Campus Brasília do Instituto Federal de Brasília (IFB).

O Simpósio SERNEGRA faz parte da Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça do IFB, que, em sua segunda edição, contará com uma programação bastante diversa, com palestras, mesas-redondas, exposições, cine-debate, eventos de confraternização, cursos e oficinas.


As Seções Temáticas do Simpósio são:

  • ST 01: Feminismo negro na encruzilhada afrobrasileira: intersecionalidade, diálogos e horizontes
  • ST 02: Gênero e raça nas políticas públicas
  • ST 03: Étnica e estética: o diálogo entre as tradições afrodescendentes e as linguagens artísticas
  • ST 04: Diásporas negras no contexto latino-brasileiro: fluxos identitários, gênero e globalização
  • ST 05: Literaturas africanas e literatura negra brasileira: crítica e ensino
  • ST 06: Gestão de políticas públicas: a transversalidade de gênero, raça e classe
  • ST 07: Entrecruzamentos de negritudes, dissidência sexual e de gênero: a própria casa da diferença
  • ST 08: Mídia, racismo e representações sociais
  • ST 09: Questões de raça e de gênero na Rede Federal de Educação Tecnológica: políticas e ações de gestão, ensino, pesquisa e extensão
  • ST 10: Arte e identidades negras
  • ST 11: Corpos plurais: gênero, raça e experiência social
  • ST 12: Análise de Discurso Crítica (ADC) e reflexões sobre negritude, gênero e raça


Para saber mais sobre as seções temáticas:
http://www.ifb.edu.br/attachments/5288_SERNEGRA%20-%20Cronograma.pdf

I ENCONTRO DE ESTUDOS AFRICANOS: ABRINDO CAMINHOS III COLÓQUIO INTERNACIONAL ÁFRICAS, LITERATURA E CONTEMPORANEIDADE

Dia 12/08/2013
14:30 (sala 8 – Prédio de Ciências Sociais)
Sessão de abertura

15:00 (sala 08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 01: As imagens da África: o lastro e os rastros do Império
Coordenação: Prof. Dr. Benjamin Abdala Junior (USP)
Prof. Dr. Mario Lugarinho (USP)
Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (UNICAMP)19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)

Mesa 02: Literatura infantil e juvenil: a formação de novos leitores
Coordenação: Prof. Dr. José Nicolau Gregorin Filho (USP)
Profa. Dra. Luci Regina Chamliam (USP)
Ondjaki (escritor angolano)
Lançamento do livro Os transparentes, de Ondjaki

Dia 13/08/2013
15:00 (sala 08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 03: O continente africano e a literatura de viagem
Coordenação: Prof. Dr. Nazir Can (USP-FAPESP)
Profa. Dra. Fernanda Peixoto (USP)
Prof. Dr. Fernando Brumana (Universidad de Cádiz)

19:30 ( Auditório da Casa de Cultura Japonesa)
Mesa 04: O cinema na construção do nacionalismo: o caso de
Moçambique
Coordenação: Profa. Dra. Tania Macêdo (USP)
Prof. Dr. José Luís Cabaço (Universidade Técnica de Moçambique)
Ruy Guerra (cineasta)

Dia 14/08/2013 (sala 8)09:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 05: A Língua Portuguesa: identidade, poder e exclusão
Coordenação: Profa. Dra. Margarida Petter (USP)
Prof. Dr. Gregório Firmino (UEM-Moçambqiue)
Prof. Dr. José Luís Fiorin (USP)

19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 06: O passado presente no continente africano
Coordenação: Profa. Dra. Débora Leite David (USP / FAPESP)
Profa. Dra. Laura Moutinho (USP)
Profa. Dra. Marina Berthet Ribeiro (UFF)
Profa. Dra. Rejane Vecchia (USP)

Dia 15/08/2013
09:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 07: O lugar da África na cultura brasileira
Coordenação: Prof. Dr. Lourenço do Rosário (Politécnica – MZ)
Profa. Dra. Maria Antonieta Antonacci (PUC-SP)
Profa. Dra. Marina de Mello e Sousa (USP)

19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 08: Literatura e outras vozes da África
Coordenação: Profa. Dra. Zilda Iokoi (USP)Prof. António Sopa (Arquivo Histórico de Moçambique)
Profa. Dra. Laura Cavalcante Padilha (UFF)
Profa. Dra. Simone Caputo Gomes (USP)

Dia 16/08/2013
09:00(sala 14- Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 09: Sessão de encerramento com o escritor Mia Couto

LOCAL: PRÉDIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS – SALA 08
APOIO: PRÓ -REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO
UNIVERSITÁRIA
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÂO
CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS
CENTRO DE ESTUDOS DE LITERATURAS E CULTURAS DE
PAÍSES
DE LÍNGUA
PORTUGUESA

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...