domingo, 23 de fevereiro de 2014

População e desenvolvimento: direitos da população negra e empoderamento da mulher são colocados entre os temas prioritários

População e desenvolvimento: direitos da população negra e empoderamento da mulher são colocados entre os temas prioritários


A garantia dos direitos da população negra no Brasil, as questões vinculadas ao enfrentamento do racismo e a incorporação das mulheres no processo de formulação de políticas e na tomada de decisões foram alguns dos principais pontos defendidos no primeiro dia do seminário “População e Desenvolvimento na Agenda do Cairo: balanço e desafios”. O evento, organizado pela Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), acontece entre os dias 21 e 22 de fevereiro em Brasília.
As questões levantadas durante os dois dias de debates vão subsidiar as posições que o Brasil defenderá em abril na 47ª Sessão da Comissão de População e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (CPD/ONU), em Nova York, quando diversas nações estarão reunidas para discutir temas prioritários da agenda de população e desenvolvimento, no processo conhecido como Cairo +20, que fará uma revisão na Convenção do Cairo sobre População e Desenvolvimento, assinada em 1994..
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, disse que o Brasil tem apresentado significativos avanços ao destacar a importância em oferecer às pessoas, principalmente às mulheres, informações sobre seus direitos sexuais e reprodutivos. “O Brasil é um exemplo nessa discussão, pois teve uma forte redução demográfica nos últimos anos, fato que se deve, em grande parte, ao empoderamento da mulher”.
Neri falou ainda sobre a importância em discutir população e desenvolvimento a partir das mudanças ocorridas nos últimos anos. “É importante retomar a discussão sobre desenvolvimento dentro de um novo marco: uma democracia 2.0, na qual a sociedade está muito mais mobilizada”. Para ele, a Cairo+20 vai proporcionar uma importante oportunidade para a troca de experiências entre os países. “Temos muito para aprender e também para ensinar. Nesse sentido, a CNPD consegue captar e transformar toda essa energia em contribuições para o Brasil e também para o mundo”.
Políticas afirmativas
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, afirmou que o país tem vivido um acentuado processo de desenvolvimento nos últimos anos, mas é preciso pensar na forma que a população negra está inserida neste contexto. “Qual o lugar do negro neste processo mais recente de desenvolvimento do Brasil? Faço essa pergunta em relação aos negros, mas também poderia fazer em relação aos indígenas e às mulheres de uma maneira geral”, colocou.
A inclusão das questões relacionadas à igualdade de gênero no Programa de Ação do Cairo e seus compromissos foi ressaltada positivamente pela ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. No entanto, ela ponderou que muitos desafios ainda precisam ser superados. “Temos procurado sanar as deficiências em relação a outros temas, como, por exemplo, os raciais”, disse.
A ministra citou o Consenso de Montevidéu sobre População e Desenvolvimento, documento que contém uma série de acordos para reforçar a implementação dos assuntos de população e desenvolvimento para além de 2014, como um exemplo exitoso nesse processo. O documento, explicou Eleonora, foi resultado de uma intensa articulação e mobilização entre governo, sociedade civil e movimentos representativos.
“A igualdade de gênero, classe e raça permeia todas as nossas preocupações na construção do progresso humano”, afirmou a deputada federal Jô Moares (PCdoB-MG), que também é coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados. Para ela, incorporar plenamente as mulheres no processo de formulação de políticas e na tomada de decisões será a grande conquista entre os compromissos da Cairo +20.
O representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil (UNFPA), Harold Robinson, ressaltou a importância da CNPD para a conciliação dos interesses, desafios e oportunidades colocados pelos temas em debate. “Este é um fórum indispensável para a relação entre população e desenvolvimento”, disse.
As exposições do primeiro dia do seminário tiveram como contraponto a visão da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a socióloga Bila Sorj, sobre os temas debatidos. Para ela, “gênero, classe e raça não são características fixas, e sim um processo contínuo de construção e de deslocamento quando interagem entre si em diferentes contextos sociais”, ponderou.
Fonte: Geledes


Black Fashion Week Lisboa: o melhor da moda africana




Até ao dia 23 de fevereiro, a Avenida da Liberdade é palco da primeira edição da Black Fashion Week Lisboa. O Hotel Tivoli acolhe, a partir de hoje mais de 15 desfiles de moda.

«O objetivo é divulgar a moda africana por cá», explica David Sozinho, organizador do evento, que considera que há uma grande lacuna entre a moda, em Portugal, e a África lusófona.

«Em Portugal há a Moda Lisboa e o Portugal Fashion. Finalmente os estilistas africanos que estão cá, têm oportunidade de se apresentar», acrescentou referindo que este evento já foi realizado em países como França ou os EUA.

Durante três dias, com um tempo médio de 30 minutos por estilista, esta apresentação de moda africana irá contar, entre outros, com a presença dos portugueses Nuno Gama, Micaela Oliveira e Andreia Lobato, a moçambicana Teresa Samissone e as angolanas Liliana Jordão, Carla Silva e Mia Mendes.
Fonte: Geledes

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O tempo dos povos africanos

"A professora Elisa Larkin Nascimento realizou o que eu chamaria um trabalho de formiga e reconstruiu as peças do quebra cabeça da história autêntica da África, dos africanos e seus descendentes em todos os continentes, numa linha do tempo que começa no próprio berço e vai até o século XXI, com ramificações em todas as direções onde emigraram os primeiros africanos.
Trata-se de uma notável contribuição, pois o texto do Suplemento Didático construído em torno da linha do tempo é escrito numa linguagem acessível a todos, educadores e alunos. Creio que nós todos, envolvidos no processo de fazer funcionar a Lei 10.639/03, estamos ganhando um instrumento precioso e de alta qualidade para cumprir os objetivos da Lei e as reivindicações históricas do Movimento Negro. Vamos viajar nessa linha de tempo para descobrir e preencher as lacunas, desfazer uma visão histórica herdada da ótica colonial e reconstruir a imagem da qual precisamos para fazer a justiça histórica da qual nossa dignidade muito precisa."
Kabengele Munanga

Ipeafro - Acervo Digital

Poesia africana


WALDIR ARAUJO


WALDIR ARAUJO

nasceu em 1971, na Guiné-Bissau. Desde muito cedo que mostra interesse pela literatura. Em 1985 vence um prémio literário no Centro Cultural Português de Bissau que lhe concede a sua primeira viagem a Portugal, onde prosseguiu os estudos. Frequenta o curso de Direito em Lisboa, que acaba por abandonar, para abraçar o Jornalismo. Desde 1996 que é jornalista, exercendo atualmente a profissão na RTP, Rádio e Televisão de Portugal - Canal África.
Em Fevereiro de 2008 publica o seu primeiro livro, uma recolha de contos intitulado "Admirável Diamante Bruto e Outros Contos" que veio apresentar na 27ª Feira de Livro de Brasília. Tem vários textos, prosa e poesia publicadas dispersamente em revistas e jornais literários de Portugal e Brasil.
WALDIR ARAUJO
 Participou da I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASÍLIA, de 3 a 7 de setembro de 2008.

Raiar

Desabrochei nas vésperas do cântico da liberdade
Cresci pueril emaranhado nos ecos de uma epopeia
Acreditando por ser acreditar a grande verdade
Entoei os cânticos de louvor à morte da centopeia

O tempo emprestou-me a tenacidade da dúvida
E do tempo, aliado me fiz e da dúvida a espada
Segui os rastos da vontade de entender tal vida
A realidade vislumbrou-me uma dureza pasmada

Questionei os dogmas para saber mais além
Cruzei saberes e dissabores na alma atormentada
E do além ainda distante, do saber muito aquém...
Exorcizei com versos a tormenta alimentada

No presente, nada mais é do que o não adquirido
Nada mais se disfarça para dúvidas semear
No presente, não mais vago é o caminho escolhido
Ladeando a realidade sim, com o sonho no limiar

Despertar

Ergui a taça do vinho e num só gole
Traguei a essência das palavras, engoli
Gota-a-gota as frases deslizaram-se adentro
Sereno, repudiei as faces carentes de alento

Ergui a voz e soltei as frases dilacerantes
As palavras que ansiavam, escutaram, inertes.
Os gestos imobilizaram-se, olhares húmidos!
Do verbo, deslizei-me então nos gerúndios:

Querendo, lutando, acreditando, negando
Provoquei, invocando o medo sonegado
Dos murmúrios pedi barulho, agitação
Dos olhares vagos se projectaram acção

Ergui o olhar e vislumbrei um céu nubloso
O prenúncio de uma noite no fundo do poço
Invoquei as divindades num parco discurso
E fez-se luz! Escolhemos outro percurso!


ÍMPAR 

Certezas são âncoras de um forte querer
razões que me levam a não seguir por aí
a seguir distante de tudo, perto de mim

                                              PODER!

poder é não hesitar e partir
enfrentar os trilhos da indiferença
que rotulam os desalinhados e ser

                                                    SER!

ser assim e daqui distante
estar aqui sem unanimidade
ser singular para não rimar

                                              QUERER!

querer o impossível e realizar
abraçar o diferente sem medo
na presença entre iguais, ser ímpar!


Iniciação do Ser

Rasga os pergaminhos
Rompe com os mesquinhos
Inverte esta desordem
Cães ruidosos não mordem

Vento, sopra de avesso
Sem poeira nem arremesso
Todo esse querer é livre
Livre, com garras de tigre

Entoa o tal cântico
Que desafia o mítico
Atravessa o deserto
Vai, destino incerto

Revoluciona o tal verbo
Da palavra, torna-te servo
Do horizonte, fita o futuro
Por fim, salta do muro!


Murmúrios

Dizem que são murmúrios os ecos
que chegam do fundo deste mar
São palavras soltas aos ventos
frases melódicas para somar

Murmúrios que escondem feitiços
segredos e estórias por desmontar
São lamentos de cores mestiços
São sombras desenhadas ao luar

No fundo deste mar o silêncio fala
grita e clama como a força das marés
Não longe essa voz alguém embala
Não longe os ecos se escutam no convês

No fundo deste mar há tormentos
Há vontade de um silêncio romper
Querer e vontade não são lamentos
No fundo, este mar esconde um poder!

Hoje na História, 21 de fevereiro de 1965 Malcolm X é assassinado no Harlem



No dia 21 de fevereiro de 1965, Malcolm X, líder da luta contra a opressão dos negros nos Estados Unidos, é assassinado no Harlem.
Malcolm-X
 
Malcolm Little nasceu em 19 de maio de 1925 no Nebraska, Estados Unidos. Ele ainda era criança quando o pai, pastor batista, foi assassinado por brancos, provavelmente membros da Ku Klux Klan. Órfão (a mãe estava internada num hospital psiquiátrico), Malcolm e seus irmãos foram entregues a orfanatos.
Malcolm e uma irmã foram morar em Boston, onde sobreviveram com trabalhos temporários. Depois, ele mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra em Nova York. Escapou do serviço militar por fingir-se paranóico. Sua carreira no país dos brancos parecia programada: empregos temporários, pequenos delitos, prisão.
Em 1946, foi para a cadeia por roubo e receptação. Justamente no isolamento da penitenciária, ocorreu a conversão que transformaria o profundo conhecedor dos becos de Nova York num dos mais carismáticos líderes negros dos Estados Unidos. Atrás das grades, ele entrou em contato com os ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da "Nação do Islã".
Malcolm estudou o Alcorão e outros escritos filosóficos e ao deixar a prisão em 1952 passou a dedicar-se à organização do Movimento dos Muçulmanos Negros. Trocou seu sobrenome de escravo "Little" por "X", dizendo que "o X significa a rejeição do nome de escravo e ausência de um nome africano para ocupar o seu lugar".
Elijah Muhammed considerava-se eleito por Deus para livrar os negros americanos da opressão dos brancos. Malcolm X, seu principal missionário, transformou a mesquita do Harlem em centro do movimento.
Movimento muçulmano
A luta dos negros americanos por igualdade de direitos intensificava-se desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1960, o movimento sofreu uma divisão: enquanto Martin Luther King apostava na chamada "resistência pacífica", os muçulmanos liderados por Elijah Mohammed e Malcolm X defendiam a separação das raças, a independência econômica e um Estado autônomo para os negros.
A principal reivindicação de Malcom X era a melhoria da qualidade de vida para os negros na América. Pelo menos num ponto seu programa diferia do de outros grupos: Malcolm X argumentava que eles tendiam a esperar mais mil anos para alcançarem seus objetivos. "Enquanto nós, muçulmanos, não estamos dispostos a esperar nem mais cem anos. Queremos a separação total entre escravos e senhores de escravos."
Segundo Erik Lincoln, professor de Filosofia Social da Universidade de Atlanta e autor do livro The Black Muslims in America, o movimento muçulmano negro foi, essencialmente, um movimento de protesto social que se comportava mais ou menos como uma seita. Seus adeptos eram principalmente negros da classe mais baixa, que tentavam encontrar seu caminho e seu lugar na sociedade norte-americana. "Talvez, eles, de fato, pretendessem construir sua própria sociedade - uma nação negra de islâmicos", diz.
O projeto muçulmano não se tornou realidade, mas foi elogiado até por um de seus mais severos críticos, o sociólogo James Baldwin. Segundo ele, "Mohammed conseguiu realizar o que diversas gerações de assistentes sociais, comitês, resoluções, projetos habitacionais e parques infantis não haviam logrado: curar e recuperar alcoólatras e vagabundos, redimir egressos de penitenciárias e impedi-los de voltar".
Assassinato
Com o passar do tempo, Malcolm foi ficando cada vez mais famoso. Começou a se distanciar do clichê de que todos os brancos são "endemoniados" e não queria continuar mantendo a fachada de movimento puramente religioso e apolítico.
Em março de 1964, Malcolm X rompeu com o movimento e organizou a Muslim Mosque Inc., e mais tarde a "Afro-American Unity", organização não religiosa. Numa viagem a Meca, a cidade sagrada dos muçulmanos, em 1963, mudou o nome para Al Hajj Malik Al-Shabazz. Seu rompimento com a "Nação do Islã" e sua entrementes posição conciliatória em relação aos brancos lhe trouxeram um certo isolamento.
No dia 21 de fevereiro de 1965, aos 39 anos, ele foi morto com 13 tiros quando discursava no Harlem. Jamais foram encontradas provas, mas suspeitou-se do envolvimento da "Nação do Islã" no assassinato.
Suas ideias foram muito divulgadas na década de 1970 por movimentos como o Black Power e as Panteras Negras. Sua vida e obra também estão documentadas em vários filmes, sendo o mais famoso deles Malcolm X, dirigido por Spike Lee, de 1992.
Fonte: Geledes

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poesia africana




ISABEL FERREIRA


Nasceu em Luanda aos 24 dMaio de 1960. Obras publicadas: “Laços de Amor”

(1995), Caminhos Ledos”  (1997), Nirvana”  (2004) e “Remando Daqui” (2005).


Desilusão
Caí em letargia ...
Mesonho adormeceu profundamente ...
Ficou num par de fronhas virgens ...
E
streadaem noites de volúpia ...
Sonhbordado
Nas fronhas dum hotel
Vidas aneladas
Pontos cheios de suspiros em gemidos …

Juntodormimos
Ma
nossos sonhos
Es
ses! Adormeceram
Num par de fronhas ...


De Lírios

Sacudi madrugada
Quaamantdespeitada
S
uporteo sonho promíscuo

Palavras na lavra
Oc
ultdtuboca
Perdem-se nas paredes do tecorpo ...

despertar
U
m prometido



Redimido

Sobdesce, reinventomambos, e rumbas depo~,depo~,depo~

Cinturas falam
No calor da noite ...


Sensações

Procuro teu corpo lânguidNo encontro teolhaao meu Tão rente meu ser ao teu ...

vista teu olhar me despe
Neste enleio deixo-me vogaem ti Logo-logo de mim não sinto ...

Pinto meus lábios nos teus:
Sinto que não é sonho!
São sensações ... Se há ilusão ..Que se distdmim!



Extraídos de:
VASCONCELOS, Adriano Botelho de, org. Todos os sonhos. Antologia da Poesia   Moderna Angolana.  Luanda: União dos Escritores Angolanos "Guaches da Vida",   2005.  593 p. 

Assembleia de Deus nos EUA após racismo contra missionário se reconcilia-Entenda


Assemblies of God
A denominação pentecostal Assemblies of God (Assembleia de Deus), a quase 100 anos atrás se recusou a apoiar um missionário que queria ir para a Libéria por causa de sua raça negra. O episódio levou o missionário a fundar outra instituição e quase um século depois esta havendo conserto pela reconciliação.
"Um passo importante para frente", assim destaca o site da Assembleia de Deus (AG) anunciando o acordo que voltou a Wood Assembleias de Deus, a maior denominação pentecostal nos dias de hoje em todo o mundo, e o Conselho Pentecostal das Assembleias de Deus, uma organização separatista criada a quase cem anos atrás por conta do ocorrido.
UPCAG AG pic 620b
Em 1917, um negro de Chicago se aproximou da Igreja Assembleias de Deus (AG) com um pedido. Alexander queria que a denominação o enviasse para Libéria para trabalhar como missionário. Mas os líderes na época da AG se recusaram a apoiar o missionário por causa de sua raça.
O incidente levou Howard a se juntar a igrejas afro-americanas da Nova Inglaterra e formaram o Conselho Pentecostal Unido das Assembleias de Deus (UPCAG) em 1920. A denominação de pronto enviou Howard para a Libéria, onde abriu 18 igrejas naquele país.
Agora a situação mudou completamente. Encontros recentes através de reuniões levaram as duas organizações a um processo que começou a quase quatro anos, quando Thomas Barclay da UPCAG, se aproximou de George O. Wood, superintendente geral da AG, depois de sentir que era o tempo do Senhor para reparar esta lacuna entre as duas instituições, conforme explicou Barclay em um comunicado conjunto com Wood.
Conforme relatado a Revista Pentecostal Evangel, Wood fala como chegou ao processo de reconciliação: "Nós estamos vindo de um processo que durou quatro anos com o Conselho Pentecostal Unido das Assembleias de Deus, após ser revelado o que ocorreu em 1919 por causa do racismo nas Assembleias de Deus(AG)".
Após muito deliberarem neste tempo Barclay e Wood assinaram um acordo de filiação cooperativa na semana passada, na sede nacional das Assembleias de Deus em Springfiel no estado de Missouri. O acordo prevê que as congregações da UPCAG podem continuar a operar de forma independente se desejarem, mas poderão aproveitar e se beneficiar de todo o apoio, recursos e nome das Assembleias de Deus (AG).
As minorias étnicas-latinos, afro-americanos e outros, agora representam mais de 40 por barclay dos atuais membros das Assembleias de Deus nos EUA, e os líderes esperam promover com este acordo a unidade entre o povo assembleiano e de Deus.
Barclay em seu sermão disse "Deus nos colocou juntos, e esperamos algo novo" e acrescentou "Nós não vamos estar separados."


Fonte: O Diário 

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...