
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Escravidão, e não corrupção, define sociedade brasileira, diz Jessé Souza
RESUMO Autor argumenta que a visão do brasileiro como
vira-lata, pré-moderno, emotivo e corrupto decorre de uma leitura liberal,
conservadora e equivocada de nosso passado. Para ele, é preciso reinterpretar a
história do Brasil tomando a escravidão como o elemento definitivo que nos
marca como sociedade até hoje.
Quem sintetizou a interpretação dominante do Brasil, que
todos aprendemos nas escolas e nas universidades, foi Gilberto Freyre (1900-87). É a ideia de que viemos de Portugal e que de lá
herdamos um jeito específico de ser. Para o autor de "Casa-Grande e
Senzala" e para seguidores como Darcy Ribeiro(1922-97), essa herança era positiva ou, pelo menos, ambígua.
Sérgio Buarque de Holanda (1902-82), outro filho de Freyre, reinterpreta a
ideia como pura negatividade em registro liberal. Cria, assim, o brasileiro
como vira-lata, pré-moderno, emotivo e corrupto. Tal visão prevaleceu, e quase
todos a seguem, de Raymundo Faoro (1925-2003), Fernando Henrique Cardoso
e Roberto DaMatta a Deltan Dallagnol e Sergio Moro.
Essa é a única interpretação totalizante da sociedade
brasileira que existe até hoje.
Reprodução
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![]() Reprodução - Obra de Johann Moritz Rugendas (1802-1858) |
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A "esquerda", entendida como a perspectiva que
contempla os interesses da maioria da sociedade, jamais construiu alternativa a
essa leitura liberal e conservadora. Existem contribuições tópicas geniais, mas
elas esclarecem fragmentos da realidade social, não a sua totalidade,
permitindo que, por seus poros e lacunas, penetre a explicação dominante.
A ausência de interpretação própria fez com que a esquerda
sempre fosse dominada pelo discurso do adversário. Reescrever essa história é a
ambição de meu novo livro, "A Elite do Atraso - Da Escravidão à Lava
Jato" [Leya, 240 págs., R$ 44,90]. O fio condutor é a ideia de que a
escravidão nos marca como sociedade até hoje —e não a suposta herança de
corrupção, como se convencionou sustentar.
Para Faoro, por exemplo, a história do Brasil é a história
da corrupção transplantada de Portugal e aqui exercida pela elite do Estado.
Nessa narrativa, senhores e escravos raramente aparecem e nunca têm o papel
principal.
Essa abordagem seria apenas ridícula se não fosse trágica.
Faoro imagina a semente da corrupção já no século 14, em Portugal, quando não
havia nem sequer a concepção de soberania popular, que é parteira da noção
moderna de bem público. É como ver um filme sobre a Roma antiga cheio de cenas
românticas que foram inventadas no século 18. Não obstante, o país inteiro
acredita nessa bobagem.
ESCRAVIDÃO
Os adeptos dessa interpretação dominante parecem não se dar
conta de que, em uma sociedade, cada indivíduo é criado pela ação diária de
instituições concretas, como a família, a escola, o mundo do trabalho.
No Brasil Colônia, a instituição que influenciava todas as
outras era a escravidão (que não existia em Portugal, a não ser de modo
tópico). Tanto que a (não) família do escravo daquele período sobrevive até
hoje, com poucas mudanças, na (não) família das classes excluídas:
monoparental, sem construir os papéis familiares mais básicos, refletindo o
desprezo e o abandono que existiam em relação ao escravo.
Também no mundo do trabalho a continuidade impressiona. A
"ralé de novos escravos", mais de um terço da população, é explorada
pela classe média e pela elite do mesmo modo que o escravo doméstico: pelo uso
de sua energia muscular em funções indignas, cansativas e com remuneração
abjeta.
Em outras palavras, os estratos de cima roubam o tempo dos
de baixo e o investem em atividades rentáveis, ampliando seu próprio capital
social e cultural (com cursos de idiomas e pós-graduação, por exemplo) e
condenando a outra classe à reprodução de sua miséria.
A classe que chamo provocativamente de ralé é uma
continuação direta dos escravos. Ela é hoje em grande parte mestiça, mas não
deixa de ser destinatária da superexploração, do ódio e do desprezo que se
reservavam ao escravo negro. O assassinato indiscriminado de pobres é
atualmente uma política pública informal de todas as grandes cidades
brasileiras.
A nossa elite econômica também é uma continuidade perfeita
da elite escravagista. Ambas se caracterizam pela rapinagem de curto prazo.
Antes, o planejamento era dificultado pela impossibilidade de calcular os
fatores de produção. Hoje, como o recente golpe comprova,
ainda predomina o "quero o meu agora", mesmo que a custo do futuro de
todos.
É importante destacar essa diferença. Em outros países, as
elites também ficam com a melhor fatia do bolo do presente, mas além disso
planejam o bolo do futuro. Por aqui, a elite dedica-se apenas ao saque da
população via juros ou à pilhagem das riquezas naturais.
INTERMEDIÁRIAS
Historicamente, a polarização entre senhores e escravos em
nossa sociedade permaneceu até o alvorecer do século 20, quando surgiram dois
novos estratos por força do capitalismo industrial: a classe trabalhadora e a
classe média.
Em relação aos trabalhadores, a violência e o engodo sempre
foram o tratamento dominante. Com a classe média, porém, a elite se viu
contraposta a um desafio novo.
A classe média não é necessariamente conservadora. Tampouco
é homogênea. O tenentismo, conhecido como nosso primeiro movimento político de
classe média, na década de 1920, já revelava essas características, pois
abrigava múltiplas posições ideológicas.
A elite paulistana, tendo perdido o poder político em 1930,
precisava fazer com que a heterodoxia rebelde da classe média apontasse para
uma única direção, agora em conformidade com os interesses das camadas mais
abastadas. Como naquele momento os endinheirados de São Paulo não controlavam o
Estado, o caminho foi dominar a esfera pública e usá-la como arma.
O que estava em jogo era a captura intelectual e simbólica
da classe média letrada pela elite do dinheiro, para a formação da aliança de
classe dominante que marcaria o Brasil dali em diante.
O acesso ao poder simbólico exige a construção de
"fábricas de opiniões": a grande imprensa, as grandes editoras e
livrarias, para "convencer" seu público na direção que os
proprietários queriam, sob a máscara da "liberdade de imprensa" e de
opinião.
A imprensa, todavia, só distribui informação e opinião. Ela
não cria conteúdo. A produção de conteúdo é monopólio de especialistas
treinados: os intelectuais. A elite paulistana, então, constrói a USP,
destinando-a a ser uma espécie de gigantesco "think tank" do
liberalismo conservador brasileiro, de onde saem as duas ideias centrais dessa
vertente: as noções de patrimonialismo e de populismo.
LAVA JATO
Enquanto conceito, o patrimonialismo procede a uma inversão
do poder social real, localizando-o no Estado, não no mercado. Abre-se espaço,
assim, para a estigmatização do Estado e da política sempre que se contraponham
aos interesses da elite econômica.
Nesse esquema, a classe média cooptada
escandaliza-se apenas com a corrupção política dos partidos ligados às classes
populares.
A noção de populismo, por sua vez, sempre associada a
políticas de interesse dos mais pobres, serve para mitigar a importância da
soberania popular como critério fundamental de uma sociedade democrática
—afinal, como os pobres ("coitadinhos!") não têm consciência
política, a soberania popular sempre pode ser posta em questão.
É impressionante a proliferação dessa ideia na esfera
pública a partir da sua "respeitabilidade científica" e, depois, pelo
aparato legitimador midiático, que o repercute todos os dias de modos variados.
As noções de patrimonialismo e de populismo, distribuídas em
pílulas pelo veneno midiático diariamente, são as ideias-guia que permitem à
elite arregimentar a classe média como sua tropa de choque.
Essas noções legitimam a aliança antipopular construída no
Brasil do século 20 para preservar o privilégio real: o acesso ao capital
econômico por parte da elite e o monopólio do capital cultural valorizado para
a classe média. É esse pacto que permite a união dos 20% de privilegiados
contra os 80% de excluídos.
A atual farsa da Lava Jato é apenas a máscara nova de um jogo velho que
completa cem anos.
Em conluio com a grande mídia, não se atacou apenas a ideia
de soberania popular, pela estigmatização seletiva da política e de empresas
supostamente ligadas ao PT —o saque real, obra dos oligopólios e da
intermediação financeira, que capturam o Estado para seus fins, ficou invisível
como sempre. Destruiu-se também, com protagonismo da Rede Globo nesse
particular, a validade do próprio princípio da igualdade social entre nós.
O ataque seletivo ao PT, de 2013 a 2016, teve o sentido de
transformar a luta por inclusão social e maior igualdade em mero instrumento
para um fim espúrio: a suposta pilhagem do Estado.
Desqualificada enquanto fim em si mesma, a demanda pela
igualdade se torna suspeita e inadequada para expressar o legítimo
ressentimento e a raiva que os excluídos sentem, mas que agora não podem mais
expressar politicamente.
Assim, abriu-se caminho para quem surfa na destruição dos
discursos de justiça social e de valores democráticos —Jair Bolsonaro como
ameaça real é filho do casamento entre a Lava Jato e a Rede Globo.
O pacto antipopular das classes alta e média não significa
apenas manter o abandono e a exclusão da maioria da população, eternizando a
herança da escravidão. Significa também capturar o poder de reflexão autônoma
da própria classe média (assim como da sociedade em geral), que é um recurso
social escasso e literalmente impagável.
JESSÉ SOUZA, 57, doutor em sociologia pela Universidade de
Heidelberg (Alemanha), é autor de "A Tolice da Inteligência
Brasileira" e "A Radiografia do Golpe" (Leya), além de professor
de sociologia da UFABC
Fonte: Folhauol
Por que 11 países africanos estão construindo uma muralha de árvores

fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Liberia_tropical_forest.jpg
A África está construindo um muro gigante de árvores.
A barreira cruza o continente de leste a oeste –e o
território de 11 países– e faz parte de uma tentativa de mitigar os efeitos de
mudanças climáticas.
O plantio de árvores teve início em 2007 e o objetivo é
fazer com que o muro atinja 8.000 km de comprimento e 15 km de largura.
Até agora, Senegal é o país que fez o maior progresso, com
11 milhões de árvores.
De acordo com Absaman Moudouba, líder de um vilarejo do sul
do país que fica nas cercanias da chamada Grande Muralha Verde, o projeto está
revertendo a desertificação.
"Quando não havia árvores, o vento escavava e
desgastava o solo. Mas está mais protegido agora. As folhas viram compostagem e
a sombra aumenta a umidade do ambiente. Assim, há menos necessidade de
água", afirma.
"Antes, havia fome e seca generalizadas aqui. Então,
começou a plantação de árvores e depois um jardim onde as mulheres fazem a
cultura agrícola. Antes, as pessoas costumavam migrar, mas agora elas só seguem
a linha da Grande Muralha Verde em busca de emprego. Elas não partem
mais", diz Moudouba.
O projeto começou em 2007 e o custo estimado é de U$ 8
bilhões (R$ 25 bilhões). Apesar de estar anos distante de ser finalizado, o
Banco Mundial, a ONU, a União Africana e os Jardins Botânicos do Reino Unido
seguem na busca de fundos para continuar o plantio.
Fonte: BBC/ Folhauol
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Contos africanos - A gazela e o caracol

Uma gazela encontrou um caracol e disse-lhe:
__ Tu, caracol, és incapaz de correr, só te arrastas pelo chão.
O caracol respondeu:
__ Vem cá no Domingo e verás!
O caracol arranjou cem papéis e em cada folha escreveu: «Quando vier a gazela e disser “caracol”, tu respondes com estas palavras: “Eu sou o caracol”».
Dividiu os papéis pelos seus amigos caracóis dizendo-lhes:
__ Leiam estes papéis para que saibam o que fazer quando a gazela vier. No Domingo a gazela chegou à povoação e encontrou o caracol.
Entretanto, este pedira aos seus amigos que se escondessem em todos os caminhos por onde ela passasse, e eles assim fizeram.
__ Tu, caracol, és incapaz de correr, só te arrastas pelo chão.
O caracol respondeu:
__ Vem cá no Domingo e verás!
O caracol arranjou cem papéis e em cada folha escreveu: «Quando vier a gazela e disser “caracol”, tu respondes com estas palavras: “Eu sou o caracol”».
Dividiu os papéis pelos seus amigos caracóis dizendo-lhes:
__ Leiam estes papéis para que saibam o que fazer quando a gazela vier. No Domingo a gazela chegou à povoação e encontrou o caracol.
Entretanto, este pedira aos seus amigos que se escondessem em todos os caminhos por onde ela passasse, e eles assim fizeram.
Quando a gazela chegou, disse:
__ Vamos correr, tu e eu, e tu vais ficar para trás! O caracol meteu-se num arbusto, deixando a gazela correr.
__ Vamos correr, tu e eu, e tu vais ficar para trás! O caracol meteu-se num arbusto, deixando a gazela correr.
Enquanto esta corria ia chamando:
__ Caracol!
__ Caracol!
E havia sempre um caracol que respondia:
__ Eu sou o caracol. Mas nunca era o mesmo por causa das folhas de papel que foram distribuídas.
__ Eu sou o caracol. Mas nunca era o mesmo por causa das folhas de papel que foram distribuídas.
A gazela, por fim, acabou por se deitar, esgotada, morrendo com falta de ar. O caracol venceu, devido à esperteza de ter escrito cem papéis.
Fonte: Gelèdes
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Programa de Igualdade Racial lançado em Campo Grande nesta terça-feira.
Aconteceu nesta terça-feira (26), às 20h, em Campo Grande, o lançamento do programa de igualdade racial "Respeito Dá o Tom", da empresa Aegea, holding da Águas Guariroba, que tem o objetivo de contribuir na redução da desigualdade racial e dar amplitude para a diversidade étnico-racial em todo Brasil.
O evento reunirá autoridades municipais e estaduais, empresários, artistas, lideranças de movimentos de luta pelos direitos da população negra. Haverá exposição de artes plásticas, música e ações de conscientização sobre o tema.
Na ocasião, a Aegea receberá o selo “Sim à Igualdade Racial”, do ID-BR (Instituto Identidades do Brasil), uma organização sem fins lucrativos que atua na promoção de direitos humanos e na luta pela igualdade racial da população negra, através da inserção no mercado de trabalho.
Segundo Luana Génot, diretora-executiva do ID-BR, a realidade acerca do incentivo de pessoas negras no mercado do trabalho é discrepante em relação à pessoas brancas. Tudo isso passa por questões de educação, transparência, combate ao racismo, mas também alcança o incentivo das empresas a treinarem e absorverem essas pessoas em suas equipes.
Por isso o selo é dado às empresas que promovem essa integração. "Este é um momento muito especial, que demonstra que a mensagem em prol da igualdade racial está alcançando o Brasil para além do eixo Rio – São Paulo, sobretudo com a aderência de uma das maiores empresas de saneamento do país, como é a Aegea”, afirma Luana.
SERVIÇO - O lançamento do programa "Respeito Dá o Tom" acontece nesta terça, às 20h, no Yodety da Rua Antônio Maria Coelho, 6.200, Parque das Nações Indígenas
Daiane Llibero
Fonte: Midiamax
De mãe - Conceição Evaristo
De mãe
O cuidado de minha poesia
aprendi foi de mãe,
mulher de pôr reparo nas coisas,
e de assuntar a vida.
O cuidado de minha poesia
aprendi foi de mãe,
mulher de pôr reparo nas coisas,
e de assuntar a vida.
A brandura de minha fala
na violência de meus ditos
ganhei de mãe,
mulher prenhe de dizeres,
fecundados na boca do mundo.
na violência de meus ditos
ganhei de mãe,
mulher prenhe de dizeres,
fecundados na boca do mundo.
Foi de mãe todo o meu tesouro
veio dela todo o meu ganho
mulher sapiência, yabá,
do fogo tirava água
do pranto criava consolo.
veio dela todo o meu ganho
mulher sapiência, yabá,
do fogo tirava água
do pranto criava consolo.
Foi de mãe esse meio riso
dado para esconder
alegria inteira
e essa fé desconfiada,
pois, quando se anda descalço
cada dedo olha a estrada.
dado para esconder
alegria inteira
e essa fé desconfiada,
pois, quando se anda descalço
cada dedo olha a estrada.
Foi mãe que me descegou
para os cantos milagreiros da vida
apontando-me o fogo disfarçado
em cinzas e a agulha do
tempo movendo no palheiro.
para os cantos milagreiros da vida
apontando-me o fogo disfarçado
em cinzas e a agulha do
tempo movendo no palheiro.
Foi mãe que me fez sentir
as flores amassadas
debaixo das pedras
os corpos vazios
rente às calçadas
e me ensinou,
insisto, foi ela
a fazer da palavra
artifício
arte e ofício
do meu canto
da minha fala.
as flores amassadas
debaixo das pedras
os corpos vazios
rente às calçadas
e me ensinou,
insisto, foi ela
a fazer da palavra
artifício
arte e ofício
do meu canto
da minha fala.
– Conceição Evaristo, no livro “Poemas da recordação e outros movimentos”. Belo Horizonte: Nandyala, 2008.
Calendário Internacional da Cultura Negra - Setembro
Steve Biko
Dia 04
– Promulgada a lei Euzébio de Queiroz, extinguindo o tráfico de escravos no Brasil (1850).
– Promulgada a lei Euzébio de Queiroz, extinguindo o tráfico de escravos no Brasil (1850).
Dia 12
– Morre o líder sul-africano, Steve Biko, idealizador do movimento pela consciência negra. Cidade do Cabo/África do Sul (1977).
– Morre o líder sul-africano, Steve Biko, idealizador do movimento pela consciência negra. Cidade do Cabo/África do Sul (1977).
Dia 14
– Fundado o jornal O Homem de Cor, o primeiro periódico dedicado à causa negra da imprensa brasileira (1833).
– Fundado o jornal O Homem de Cor, o primeiro periódico dedicado à causa negra da imprensa brasileira (1833).
Dia 16
– Fundada a Frente Negra Brasileira, primeira agremiação política composta por afro-descendentes. São Paulo/SP (1931).
– Fundada a Frente Negra Brasileira, primeira agremiação política composta por afro-descendentes. São Paulo/SP (1931).
Dia 28
– Aprovada a Lei do Ventre Livre, que declarava livre os filhos das escravas que nascessem após essa data (1871).
– Aprovada a Lei do Ventre Livre, que declarava livre os filhos das escravas que nascessem após essa data (1871).
Dia 28
– Assinada a Lei do Sexagenário, garantindo a liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade (1885).
– Assinada a Lei do Sexagenário, garantindo a liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade (1885).
Fonte: FCP
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