domingo, 7 de dezembro de 2014

Céu, Emicida e Boogarins estreiam festival de música negra no domingo

DE SÃO PAULO
A banda goiana psicodélica Boogarins inaugura o palco Zion neste domingo (7), quando ocorre a primeira edição do festival Ubuntu, dedicado à música negra.

No palco Noiz, há apresentações de Djs a partir das 16h. Ao longo do dia, tocam ainda a americana Akua Naru, a cantora Céu e o rapper Rael.

Show da banda Boogarins é destaque do festival Bananada, em Goiânia
Show da banda Boogarins inaugura a programação do palco Zion, do festival Ubuntu, no Studio Verona

LINE-UPO evento comemora cinco anos do Laboratório Fantasma, selo do rapper Emicida, que encerra a programação. O festival é um dos destaques da SIM.

Palco Noiz
16h às 16h30 - DJ NYACK
18h às 18h30 - FÉFÉ
18h30 às 18h50 - DJ NYACK
19h30 às 20h30 - CÉU
21h30 às 23h - EMICIDA

Palco Zion
16h30 às 17h10 - BOOGARINS
17h10 às 18h - DJ TAMENPI
18h50 às 19h30 - AKUA NARU
20h30 às 21h30 - RAEL


Studio Verona - r. Voluntários da Pátria, 498, Santana, tel. 2638-7000. 3.000 pessoas. Dom. (7): DJ Nyack, às 16h, Boogarins, 16h30, DJ Tampenpi, às 17h10, Fefé, às 17h10, DJ Nyack, às 18h30, Akua Naru, às 18h50, Céu, às 19h30, Rael, às 20h30 e Emicida, às 21h30. 16 anos. Ingr.: R$ 80 (estudantes e p/ quem levar um quilo de alimento: R$ 40). Estac. (R$ 15). Ingr. p/ 4003-1212 ou ingressorapido.com.br.

Fonte: Folhauol

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Literatura africana na sala de aula

Literatura africana na sala de aula

Especial Consciência Negra

Aproveite a obra de cinco escritores africanos – Mia Couto, Pepetela, Ondjaki, Nadine Gordimer e Naguib Mahfouz – para ensinar mais sobre a cultura e a história da África aos alunos

É provável que você já tenha dito aos seus alunos como ler é importante e prazeroso. Nessas aulas deve ter destacado que o hábito permite aprender como vivem outros povos e quais são seus costumes e tradições. Isso não é diferente com a produção literária africana, rica em escritores que discutem e reescrevem a história dos países onde nasceram.

Levar estes nomes para a sala de aula respeita a Lei 10.639/03, que inclui o ensino da História e Cultura Africana no currículo das escolas brasileiras. Por meio das Orientações e Ações para a Educação das relações étnico-raciais – documento que indica atividades e temas para cada segmento de ensino – o Ministério da Educação propõe que, muito mais do que simplesmente cumprir a lei, o foco seja o estímulo a valores como diversidade e apreciação da cultura negra.

Esse continente tão plural tem muito a ver com o nosso país e é a fonte de muitos hábitos culturais que temos aqui. Em artigo publicado na revista Ecos, a especialista em literatura Renata Beatriz Brandespin Rolon defende que ao apresentar autores africanos de Língua Portuguesa, a escola media e estabelece diálogos com outras literaturas e contribui para a quebra de preconceitos.Para Tânia Macedo, do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo, a inclusão de nomes africanos nas aulas de Língua Portuguesa contribui para desmistificar muito do que o senso comum pensa sobre a África. “É um jeito de entender uma versão que não conhecemos. Muita gente imagina que a África é um país, onde todo mundo é igual e todos vivem em tribos. Quando leem que há árabes por lá ou percebem, por meio das narrativas, como os africanos são diferentes entre si se surpreendem”, explica.







Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/consciencia-negra/literatura-africana.shtml

João Vitor, o garoto que acertou mais de 95% do Enem

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Estudante de uma escola pública em Fortaleza errou apenas oito questões no Exame usando como estratégia a leitura: ‘A prova tem textos longos, então me adaptei aos livros grandes’
Por: Domitila Andrade    Do:  Carta Capital
Ver João Vitor falar sobre sua conquista é assistir à luta entre a timidez do garoto mais acostumado aos livros do que a grandes conversas e o orgulho de quem está vendo o esforço recompensado. O número da vitória é de impressionar: João Vitor acertou 172 questões das 180 que compõem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O equivalente a 95,5% de acertos. Mas João Vitor Claudiano dos Santos, 16, aluno do 2.º ano da Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra, em Fortaleza, ainda não consegue mensurar o significado do feito.
O menino agora espera o resultado oficial, que deve sair em janeiro de 2015, mas, em um comparativo, João Vitor ultrapassou os 164 acertos da estudante mineira Mariana Drummond, que conquistou o primeiro lugar no Enem 2013. A nota final ainda depende do desempenho na Redação, que João acredita ter sido a mais difícil das avaliações.
“Sempre ouvi falar da dificuldade que é o Enem e tinha medo. Mas quando vi, sinceramente, achei muito fácil. Quando corrigi pelo gabarito, não fiquei assustado, apenas lamentei pelas oito (questões erradas)”, diz com a simplicidade de quem dormia em média quatro horas por dia para garantir o bom desempenho, que ele credita também ao apoio recebido dos professores.
A ficha da biblioteca, lugar preferido de João, já vai na segunda folha e ultrapassa os 40 livros. A leitura assídua é o segredo dele. “O que tem de cansativo no Enem são os textos grandes. Então, minha estratégia foi me adaptar à leitura, ler livros grandes, alguns com linguagem rebuscada”.
João, cujo maior orgulho é ter estudado a vida toda em escola pública, ainda não sabe se irá cursar o 3.º ano, mas quer fazer Ciências Biológicas e sonha em viajar para o Reino Unido pelo Ciência Sem Fronteiras. Aos 16 anos, ele tem muito bem traçados os planos da vida. “Sempre me vejo fazendo especialização em bioquímica e biologia molecular. Quero ser pesquisador e estudar o resto da vida”.
Criado pela mãe, a aposentada Ana Maria Santos, morador do bairro Vila União, quarto de cinco irmãos, João será o primeiro da família a ingressar no ensino superior. Os estudos foram, para ele, a forma de transformar o próprio destino. “Sou um garoto que não conheceu o pai, que sempre sofreu bullying por ser nerd, por causa do cabelo, do sapato, da magreza. O estudo não combateu minha timidez, mas me ajudou a ser feliz”.

John Boyega responde a críticas por stormtrooper negro em ‘Star Wars': ‘Acostumem-se com isso’

Publicado há 1 dia - em 1 de dezembro de 2014 » Atualizado às 12:39 
Categoria » Casos de Racismo
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Trailer foi divulgado na última sexta-feira e já tem mais de 33 milhões de visualizações

Os primeiros segundos do trailer de “Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” deixaram alguns fãs perplexos por uma questão que, bem, não deveria ser uma questão. Muitos criticaram a aparição de um stormtrooper negro no início do vídeo.
A cena traz John Boyega, jovem ator de 22 anos que será o protagonista do filme, surgindo no meio do deserto vestido com a armadura dos soldados do Império. Boyega usou o Instragram para responder os comentários racistas de que tem sido vítima.
“Acostumem-se com isso”, escreveu o ator inglês de 22 anos.”Obrigado a todos pelo amor e apoio! As mensagens e artes dos fãs me encheram de alegria! Não é uma loucura que ‘Star Wars’ esteja acontecendo de verdade? Estou no filme, mas como um fã de ‘Star Wars’ estou muito empolgado. Um ano é bastante tempo, mas a espera valerá a pena”.
Outros fãs se ocuparam de especular se o personagem de Boyega será de fato um stormtrooper ou se apenas aparece no longa disfarçado.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1º de dezembro - datas comemorativas

  • 1955 - Em Montgomery, no Alabama, Rosa Parks recusa-se a ceder seu lugar num ônibus a um branco. Este gesto deu início à luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.
  • 1961- Protectorados das Nações Unidas : a parte ocidental da Nova Guiné se torna independente da Holanda.
  • 1964 - Malawi, Malta e Zâmbia são admitidos como Estados-Membros da ONU.
  • 1976 - Angola é admitida como Estado-Membro da ONU.
  • Fonte: Wikipedia

Seminário faz homenagem a Joãozinho da Goméia, no RJ


O ícone do Candomblé no Brasil continua a receber diversas homenagens em sua memória. O centenário de Joãozinho da Goméia será tema de um seminário na próxima segunda-feira (01/12) no Rio de Janeiro. Trata-se de uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares (FCP-MinC) em parceria com o Centro de Referência Patrimonial e Histórico (CRPH) de Duque de Caxias.
Com o tema Memória e Identidade: 100 anos de Joãozinho da Goméia, o encontro reunirá autoridades e representantes locais para debaterem sobre a vida do homem responsável pela popularização do Candomblé no Brasil.  A mesa de debate contará com a coordenadora do Centro Nacional Africanidade e Resistência Afro-brasileira (CENARAB) de Minas Gerais, Makota Celinha; a conhecida herdeira de da Goméia na Bahia, Maria Lúcia Santana Neves (Mãe Lúcia) e a herdeira espiritual do babalorixá, Sandra Reis dos Santos (Ceci Caxi).
Além dos debates, a programação do seminário contará com a exibição de um vídeo  sobre Joãozinho e uma homenagem especial a Mãe Kitala Mungongo, mãe de Ceci Caxi.
O evento acontecerá em Duque de Caxias tendo em vista que é um lugar especial para da Goméia. Foi nessa região que, nas décadas de 1950 e 1960, o Terreiro da Goméia passou a ser referência, não só por ser um dos primeiros terreiros de Candomblé na região sudeste mas também pelos seus frequentadores, políticos e artistas de todos os lugares.
O início – Em 1933 João Alves de Torres Filho, Joãozinho da Goméia, foi iniciado na religião pela tradição Angola. O garoto nascido em 27 de março de 1914, na cidade de Inhambupe, a 153 quilômetros de Salvador, Bahia, foi dono de personalidade que seria o combustível para a mudança de pensamento e seria ele, o grande responsável pela popularização da religião e ficaria conhecido como um dos mais importantes representantes do Candomblé no Brasil.
Negro, de personalidade irreverente à sua época e à sua envergadura como líder espiritual, Joãozinho foi homossexual assumido, compositor, dançarino, costureiro e bom garantidor de polêmicas ao apresentar as danças sagradas dos orixás em espaços públicos. Após 57 anos de vida e 40 de dedicação ao Candomblé, Joãozinho da Goméia faleceu em 19 de março de 1971.
Serviço
Seminário Memória e Identidade: 100 anos de Joãozinho da Goméia
Quando: 01 de dezembro de 2014
Onde: 
Câmara Municipal de Duque de Caxias/ RJ . Endereço : R. Paulo Lins, 41 – Jardim Vinte e Cinco de Agosto, Duque de Caxias.
Horário: 
18h
Informações
: (21) 2784-6900
Programação
18h: Abertura – Mesa de autoridades e representantes locais
Exibição de vídeo sobre Pai João
Homenagem especial: Mãe Kitala Mungongo
Mesa de debates
Participantes: Makota Celinha (Belo Horizonte/MG)
Mari Lúcia Santana Neves – Mãe Lúcia (Salvador/BA)
Ceci Caxi (Rio de Janeiro/RJ)
Fonte: FCP

Morre o poeta americano Mark Strand, ganhador do Pulitzer

O poeta Mark Strand, laureado nos Estados Unidos e vencedor de um prêmio Pulitzer de poesia, morreu aos 80 anos de idade, de acordo com a Academia de Poetas Americanos.

Strand morreu na casa de sua filha no Brooklyn, em Nova York, no sábado (29), revelou a academia em comunicado publicado no Twitter. O poeta era membro do quadro de conselheiros da entidade.

Strand venceu em 1999 o prêmio Pulitzer da poesia por sua coleção de poemas publicados no livro Blizzard of One. Ele ainda ganhou incontáveis prêmios e serviu como o poeta laureado do país no biênio 1990-1991.

Ele nasceu no Canadá, foi criado nos Estados Unidos e no México e publicou seu primeiro livro, "Sleeping with One Eye Open", em 1964.

Joe Cavaretta/Associated Press
O poeta Mark Strand (dir.) com o também poeta Octavio Paz, em 1995
O poeta Mark Strand (dir.) com o também poeta Octavio Paz, em 1995
Fonte: Folhauol

Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...