segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Abertas as inscrições de propostas de apresentação de trabalho para a SERNEGRA

Estão abertas, até o dia 6 de setembro, as inscrições para propostas de apresentação de trabalho na modalidade comunicação oral, nas 12 Seções Temáticas que irão compor o Simpósio SERNEGRA, que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 de novembro, no Campus Brasília do Instituto Federal de Brasília (IFB).

O Simpósio SERNEGRA faz parte da Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça do IFB, que, em sua segunda edição, contará com uma programação bastante diversa, com palestras, mesas-redondas, exposições, cine-debate, eventos de confraternização, cursos e oficinas.


As Seções Temáticas do Simpósio são:

  • ST 01: Feminismo negro na encruzilhada afrobrasileira: intersecionalidade, diálogos e horizontes
  • ST 02: Gênero e raça nas políticas públicas
  • ST 03: Étnica e estética: o diálogo entre as tradições afrodescendentes e as linguagens artísticas
  • ST 04: Diásporas negras no contexto latino-brasileiro: fluxos identitários, gênero e globalização
  • ST 05: Literaturas africanas e literatura negra brasileira: crítica e ensino
  • ST 06: Gestão de políticas públicas: a transversalidade de gênero, raça e classe
  • ST 07: Entrecruzamentos de negritudes, dissidência sexual e de gênero: a própria casa da diferença
  • ST 08: Mídia, racismo e representações sociais
  • ST 09: Questões de raça e de gênero na Rede Federal de Educação Tecnológica: políticas e ações de gestão, ensino, pesquisa e extensão
  • ST 10: Arte e identidades negras
  • ST 11: Corpos plurais: gênero, raça e experiência social
  • ST 12: Análise de Discurso Crítica (ADC) e reflexões sobre negritude, gênero e raça


Para saber mais sobre as seções temáticas:
http://www.ifb.edu.br/attachments/5288_SERNEGRA%20-%20Cronograma.pdf

I ENCONTRO DE ESTUDOS AFRICANOS: ABRINDO CAMINHOS III COLÓQUIO INTERNACIONAL ÁFRICAS, LITERATURA E CONTEMPORANEIDADE

Dia 12/08/2013
14:30 (sala 8 – Prédio de Ciências Sociais)
Sessão de abertura

15:00 (sala 08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 01: As imagens da África: o lastro e os rastros do Império
Coordenação: Prof. Dr. Benjamin Abdala Junior (USP)
Prof. Dr. Mario Lugarinho (USP)
Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (UNICAMP)19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)

Mesa 02: Literatura infantil e juvenil: a formação de novos leitores
Coordenação: Prof. Dr. José Nicolau Gregorin Filho (USP)
Profa. Dra. Luci Regina Chamliam (USP)
Ondjaki (escritor angolano)
Lançamento do livro Os transparentes, de Ondjaki

Dia 13/08/2013
15:00 (sala 08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 03: O continente africano e a literatura de viagem
Coordenação: Prof. Dr. Nazir Can (USP-FAPESP)
Profa. Dra. Fernanda Peixoto (USP)
Prof. Dr. Fernando Brumana (Universidad de Cádiz)

19:30 ( Auditório da Casa de Cultura Japonesa)
Mesa 04: O cinema na construção do nacionalismo: o caso de
Moçambique
Coordenação: Profa. Dra. Tania Macêdo (USP)
Prof. Dr. José Luís Cabaço (Universidade Técnica de Moçambique)
Ruy Guerra (cineasta)

Dia 14/08/2013 (sala 8)09:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 05: A Língua Portuguesa: identidade, poder e exclusão
Coordenação: Profa. Dra. Margarida Petter (USP)
Prof. Dr. Gregório Firmino (UEM-Moçambqiue)
Prof. Dr. José Luís Fiorin (USP)

19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 06: O passado presente no continente africano
Coordenação: Profa. Dra. Débora Leite David (USP / FAPESP)
Profa. Dra. Laura Moutinho (USP)
Profa. Dra. Marina Berthet Ribeiro (UFF)
Profa. Dra. Rejane Vecchia (USP)

Dia 15/08/2013
09:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 07: O lugar da África na cultura brasileira
Coordenação: Prof. Dr. Lourenço do Rosário (Politécnica – MZ)
Profa. Dra. Maria Antonieta Antonacci (PUC-SP)
Profa. Dra. Marina de Mello e Sousa (USP)

19:30 (sala08 – Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 08: Literatura e outras vozes da África
Coordenação: Profa. Dra. Zilda Iokoi (USP)Prof. António Sopa (Arquivo Histórico de Moçambique)
Profa. Dra. Laura Cavalcante Padilha (UFF)
Profa. Dra. Simone Caputo Gomes (USP)

Dia 16/08/2013
09:00(sala 14- Prédio de Ciências Sociais)
Mesa 09: Sessão de encerramento com o escritor Mia Couto

LOCAL: PRÉDIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS – SALA 08
APOIO: PRÓ -REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO
UNIVERSITÁRIA
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÂO
CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS
CENTRO DE ESTUDOS DE LITERATURAS E CULTURAS DE
PAÍSES
DE LÍNGUA
PORTUGUESA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Lançamento do livro Benjamin de Biagio D'Angelo


Este sábado haverá o lançamento do livro Benjamin de Biagio D’Angelo, ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Literatura. O escritor Tino Freitas irá mediar o encontro, que contará com bate papo e sessão para autógrafo. O evento acontecerá no dia 08 de dezembro às 16h.
Sobre o autor
Biagio D’Angelo Nasci na Sicília, uma linda e mitológica ilha da península italiana, num vilarejo em frente ao mar, de onde saí para estudar na Universidade de Veneza, outra cidade mitológica belíssima. Viajei muito a trabalho: Moscou, Bruxelas, Lima, São Paulo, sempre dando aulas de Literatura Comparada e Teoria Literária, apreendendo línguas e costumes, escrevendo artigos, lendo muitos livros e conhecendo pessoas e paisagens. Agora vivo e trabalho em Budapeste, uma cidade imperial, onde se fala o húngaro, que é muito difícil, mas muito bonito.Benjamin foi pensado por muito tempo e foi escrito em português. O português do Brasil é a minha língua da memória, do ritmo, do sol que deixei na minha terra natal.Benjamin foi escrito com a companhia de Manoel de Barros, Guimarães Rosa, Ana Maria Machado e Angela Lago.

Sobre o mediador
Tino Freitas é jornalista, músico e mediador de leitura. Também escreve livros que exaltam a infância.  Lançou, pela Callis Editora, a coleção “Na Ponta do Dedo”, com três volumes: Bichano, Numa Tarde Quente de Verão e Bolhas de Sabão. Com esses livros, o autor convida as crianças a interagir com as histórias, propondo uma leitura não só com a visão, mas com todos os sentidos. Para conhecer mais sobre o autor, visite seu blog:  literatino.blogspot.com.

Sobre a ilustradora
Thais Beltrame Quando eu era pequena, achava que escondia um segredo dos meus pais. Eu entrava em um armário cheio de livros, escolhia alguns dos meus preferidos e desenhava nas páginas em branco, para que meus desenhos se tornassem parte da história. Não sei bem por que fazia isso, mas cresci cultivando um amor por ambas as coisas: o desenho e a literatura. Nunca deixei de amar o papel e todas as coisas referentes a ele: as cartas, o nanquim, a pena, os cartões escritos à mão. Acho que foi por isso que gostei tanto do Benjamin; assim como eu, ele ama as sutilezas do mundo. Estudei Artes Plásticas em São Francisco e Chicago, nos Estados Unidos, e já expus meus desenhos em várias cidades do Brasil, dos Estados Unidos e na Inglaterra também. Hoje transito entre as galerias e os livros e me sinto à vontade assim, sem precisar dar nome às coisas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Grande Poema - Alda Lara



Este é o poema que eu escrevi
para as crianças da minha terra!...
Para as crianças negras,
e brancas,
e mestiças,
sem distinção de cor...
comungando o Amor
que as unirá...
Este é o poema que eu escrevi a sonhar,...
de olhos perdidos no mar,
que me separa delas...
poema que escrevi a sorrir
gritar confianças desmedidas
nas ânsias partidas,...
quebradas,...
como velas de naufrágio!...
poema que eu escrevi a soluçar,
sobre os livros
onde não encontrei
para os sonhos resposta um dia!...

   Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque nasceu em Benguela, Angola, a 9 de Junho de 1930, e faleceu em Cambambe, Angola, a 30 de Janeiro de 1962.  Muito nova foi para Lisboa onde concluiu o 7º ano dos liceus. Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e Coimbra, formando-se por esta última com a apresentação da tese de licenciatura sobre psiquiatria infantilEm Lisboa esteve ligada a algumas das atividades da Casa dos Estudantes do Império. Declamadora, chamou a atenção para os poetas africanosque então quase ninguém conhecia. Depois da sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira instituiu o Prémio Alda Lara para poesia. Colaborou em alguns jornais ou revistas, incluindo a Mensagem (CEI).Figura emAntologia de poesias angolanasNova Lisboa, 1958; amostra de poesia in Estudos Ultramarinos, nº 3, Lisboa1959; Antologia da terra portuguesa -Angola, Lisboa, s/d (1961?); Poetas angolanos, Lisboa, 1962; Poetas e contistas africanos, S.Paulo, 1963; Mákua 2 - antologia poética, Sá da Bandeira, 1963;Mákua 3idemAntologia poética angolana, Sá da Bandeira, 1963; Contos portugueses do ultramar - Angola, 2º vol, Porto, 1969. Livros póstumosPoemas, Sá da Bandeira, 1966; Tempo de chuva, 1973.      

Fonte: http://lusofonia.com.sapo.pt/alda_lara.htm                              

terça-feira, 5 de junho de 2012

A Educação Ambiental e a Literatura Infanto Juvenil

           Partindo do atual conceito de Literatura, como palavra nomeadora do real e como expressão essencial do ser humano em suas relações com o outro e com o mundo ( ou com a natureza em geral), conclui-se que a Literatura destinada às crianças e aos jovens é um dos instrumentos de maior alcance para a urgente conscientização ecológica desse grupo básico nas sociedades. Ou melhor, a Literatura Infanto-Juvenil é um dos caminhos mais fáceis para a conscientização dos imaturos acerca dos problemas que a Educação Ambiental vem colocando para a sociedade e que estão longe de poderem ser resolvidos.
         Como sabemos, a Literatura é, hoje, entendida como uma experiência humana fundamental, uma vez que atua nas mentes, nas emoções, nos sentimentos, ou melhor, no espaço interior do indivíduo e, evidentemente, atua na formação de sua consciência de mundo (a que é visada pela Educação Ambiental). Daí o crescente interesse da educação contemporânea pela inclusão dos livros literários, paradidáticos e didáticos nos currículos escolares, desde as primeiras séries, tendo como tema ou problemática a Educação Ambiental.
        A conclusão a que se chega, é que estamos no início de um longo processo de conscientização ecológica ou ambiental, dentro do qual a Literatura para crianças e adolescentes, levada para o âmbito da Escola, será um dos grandes instrumentos.
     É urgente a necessidade de conscientização de cada indivíduo, grupo ou nação, quanto à sua própria responsabilidade na ação que se faz necessária para, não só amenizar os atuais problemas de degradação dos meios naturais do universo (dos quais o próprio homem depende para sobreviver no planeta), como também encontrar soluções para evitar a continuidade crescente daquela degradação. O problema da Educação Ambiental, expresso em nível literário, paradidático ou didático, não será exceção à regra.

Baseado no texto de Nelly Novaes Coelho e Juliana S. Loyola e Santana


Lançamento: A Candidata - Vera Duarte - Livraria Kitabu


Mulheres Pretas

    Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme “Xica...